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Governo Lula Reage a Trump, Defende PIX e Cita Família Bolsonaro

  • 2 de jun.
  • 2 min de leitura

Nota oficial classifica investigação dos EUA como tentativa de ingerência e admite reciprocidade


 

O governo federal divulgou nesta terça-feira (2) uma nota oficial em resposta à investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos contra o Brasil, que pode resultar na aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. No documento, o Palácio do Planalto demonstra forte reação ao processo e afirma que a medida representa uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.

 

Segundo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a investigação aberta pelo governo de Donald Trump teria sido motivada por interesses eleitorais e influenciada por ações políticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O comunicado destaca que o processo foi iniciado em julho de 2025 e associa sua origem à atuação da família Bolsonaro junto a autoridades norte-americanas.

 

CRÍTICAS DIRETAS

A nota afirma que a investigação foi aberta "por provocação da família Bolsonaro" e menciona a recente viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. O governo também critica o que chamou de atuação de "falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais".

 

O documento considera "lastimável" que o diálogo construído entre Brasil e Estados Unidos, inclusive com participação direta de Lula e Trump, esteja sendo afetado por "interesses meramente eleitorais e familiares". O governo ainda reforça que a soberania nacional não pode ser condicionada a pressões externas.

 

DEFESA DO PIX

Um dos principais pontos abordados foi o Pix, citado pelos Estados Unidos entre os temas investigados. O governo brasileiro afirma que o sistema é uma infraestrutura pública gratuita, administrada pelo Banco Central, e rejeita qualquer alegação de favorecimento ou concorrência desleal em relação a empresas norte-americanas.

 

DADOS ECONÔMICOS

O Planalto destacou que os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil entre 2011 e 2025. Segundo a nota, 76% dos produtos norte-americanos importados pelo Brasil entraram no país sem pagamento de imposto de importação em 2025, com tarifa média efetiva de apenas 3,1%.

 

Além da defesa comercial, o governo afirmou que as tarifas propostas pelos EUA prejudicam empregos, investimentos e a relação bilateral. O texto aponta ainda que a participação norte-americana nas exportações brasileiras caiu para 9,4% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice da série histórica.

 

No encerramento da nota, o governo brasileiro informou que poderá recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica caso as tarifas sejam efetivamente implementadas. Apesar disso, ressaltou que segue negociando uma solução diplomática com os Estados Unidos e reforçou que continuará atuando "em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro".

 

 

Vídeo: CanalGOV

 

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