top of page

Assessor de Trump Declara que EUA Pressionam Brasil com Taxas e pelo Fim do PIX

  • 4 de jun.
  • 2 min de leitura

Secretário do Tesouro americano afirma que governo defende empresas dos EUA em negociações comerciais


 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (4) que o governo norte-americano tem pressionado o Brasil e outros parceiros comerciais contra a adoção de tributos sobre serviços digitais. A declaração foi feita durante uma audiência na Câmara dos Representantes, em meio ao aumento das tensões comerciais entre Washington e diversos países.

 

Ao comentar a estratégia da administração do presidente Donald Trump, Bessent citou nominalmente o Brasil e afirmou que a medida busca proteger empresas americanas de tecnologia. “Estamos pressionando, seja na Europa, no Brasil, na Índia ou no Canadá, contra esses impostos sobre serviços digitais”, declarou.

 

PRESSÃO INTERNACIONAL

Segundo o secretário, a posição dos Estados Unidos é resultado da preocupação com iniciativas que, na avaliação do governo americano, atingem de forma desproporcional gigantes da tecnologia sediadas no país.

 

“Temos o maior ecossistema de tecnologia e inovação do mundo, e eles não podem tirar vantagem das nossas empresas”, afirmou.

 

A discussão ocorre em um momento delicado das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas consideradas “irracionais” ou “discriminatórias” contra interesses americanos.

 

QUESTÕES DIGITAIS

Entre os pontos questionados pelos Estados Unidos estão temas ligados ao comércio digital, plataformas tecnológicas e serviços de pagamentos eletrônicos. O relatório do USTR também menciona o ambiente regulatório brasileiro para empresas de tecnologia e sistemas de pagamento.

 

Nos últimos anos, países da Europa, América do Norte e Ásia passaram a discutir mecanismos de tributação sobre receitas obtidas por grandes empresas digitais, especialmente aquelas que operam globalmente sem presença física significativa em determinados mercados.

 

IMPACTO COMERCIAL

Especialistas avaliam que a disputa envolve interesses bilionários do setor tecnológico e pode influenciar futuras negociações comerciais entre governos. A discussão também se conecta ao debate sobre soberania digital, arrecadação tributária e concorrência no ambiente tecnológico global.

 

Além da questão tributária, os Estados Unidos têm ampliado críticas a políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital e aos sistemas de pagamento eletrônico. Documentos oficiais americanos citam preocupações envolvendo o ambiente regulatório e a competitividade de empresas do setor.

 

Enquanto as negociações prosseguem, o governo americano mantém consultas públicas sobre as medidas propostas contra o Brasil. A expectativa é que novas definições sobre tarifas e temas ligados ao comércio digital sejam discutidas nas próximas semanas.

 

 

___

Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News

 

 
 
 

Comentários


bottom of page