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Genérico da Semaglutida Amplia Acesso entre Mulheres na Menopausa

há 2 dias
2 min de leitura

Perfil de consumo coincide com a perimenopausa, fase marcada por alterações no peso e no metabolismo



A chegada do primeiro medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil amplia o acesso ao tratamento em um público que concentra grande parte do consumo: mulheres com idade média próxima dos 47 anos, faixa que coincide com a transição para a menopausa. A aprovação também inclui uma versão similar do princípio ativo.


O novo cenário pode reduzir o custo do medicamento, já que os genéricos chegam ao mercado com preço ao menos 35% inferior ao produto de referência. A ampliação da oferta, porém, reforça a necessidade de acompanhamento médico, especialmente entre mulheres que enfrentam alterações hormonais e metabólicas nessa fase da vida.


MUDANÇAS METABÓLICAS

A queda na produção de estrogênio pode provocar alterações no metabolismo das gorduras e aumentar colesterol, LDL e triglicérides. Segundo o médico João Paulo Batista de Souza, essas mudanças também podem estar associadas ao aumento do risco cardiovascular durante a transição menopausal.


O ganho de peso é outro desafio frequente. Com a redução hormonal, o metabolismo basal pode diminuir, fazendo com que o organismo passe a gastar menos energia. Assim, mesmo sem grandes mudanças na alimentação, algumas mulheres podem perceber aumento de peso e maior dificuldade para controlar a gordura corporal.


SONO E ROTINA

Além da alimentação, a prática regular de atividade física e a qualidade do sono são apontadas como fatores importantes. O estudo conduzido pelo médico acompanha participantes submetidas a mudanças de estilo de vida, com exercícios monitorados e ajustes alimentares sob acompanhamento profissional.


A pesquisa também analisa a relação entre menopausa, resistência à insulina, síndrome metabólica e risco cardiovascular. O trabalho, iniciado em 2024, foi selecionado para apresentação no 20º Congresso Internacional de Menopausa, programado para ocorrer no Rio de Janeiro entre 30 de setembro e 3 de outubro.


USO COM ACOMPANHAMENTO

Apesar da chegada de novas versões, a semaglutida continua sendo um medicamento sujeito à prescrição médica. A dispensação exige receita em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia, conforme as regras estabelecidas para a venda desse tipo de tratamento.


Para o especialista, a principal recomendação é compreender as mudanças próprias de cada fase da vida e buscar orientação profissional diante de sintomas ou alterações no peso e no metabolismo. O acompanhamento individualizado pode ajudar na definição de estratégias que considerem hábitos, sono, atividade física e outros fatores.


A chegada do genérico deve ampliar o debate sobre acesso e uso responsável da semaglutida. Entre mulheres na transição para a menopausa, a discussão vai além do emagrecimento e envolve o acompanhamento das transformações metabólicas, hormonais e cardiovasculares que podem ocorrer ao longo dessa etapa.




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