Trump Desmonta Comissão Eleitoral dos EUA 4 Meses Antes das Eleições
- 10 de jul.
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Casa Branca demite dois comissários e recebe renúncia de integrante republicana; órgão federal fica sem representantes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a saída dos três últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), órgão federal independente responsável por apoiar a organização das eleições no país. A medida ocorre a cerca de quatro meses das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, que renovarão toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado norte-americano.
Dos três integrantes restantes da comissão, a republicana Christy McCormick apresentou renúncia, enquanto os democratas Thomas Hicks e Benjamin Hovland foram demitidos por e-mail enviado pelo Escritório de Pessoal Presidencial da Casa Branca. O quarto comissário já havia deixado o cargo em abril, deixando o órgão sem representantes.
JUSTIFICATIVA
A Casa Branca afirmou que o presidente possui autoridade para substituir integrantes que "talvez não estejam totalmente alinhados com a importante tarefa de garantir a segurança das eleições nos Estados Unidos e assegurar que todos os votos legais sejam contabilizados". Segundo o governo, a medida faz parte de uma estratégia para fortalecer a infraestrutura eleitoral antes das eleições legislativas.
Desde que retornou à Casa Branca, Trump voltou a defender mudanças nas regras eleitorais e reiterou alegações de irregularidades na eleição presidencial de 2020, vencida por Joe Biden. As acusações de fraude foram repetidas pelo presidente sem apresentação de provas e motivaram novas iniciativas voltadas ao sistema eleitoral.
PAPEL DA COMISSÃO
Criada pelo Congresso em 2002, a Comissão de Assistência Eleitoral atua como órgão de apoio técnico às autoridades estaduais, já que os Estados Unidos não possuem uma instituição equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A EAC certifica sistemas de votação, credencia laboratórios de testes e administra o formulário nacional de registro de eleitores por correspondência.
A legislação determina que os quatro integrantes da comissão sejam indicados pelo presidente, com divisão igual entre democratas e republicanos e posterior aprovação pelo Senado. Até o momento, a Casa Branca não informou quando serão feitas novas indicações para recompor o colegiado.
REAÇÕES
A decisão gerou críticas entre parlamentares da oposição. O senador democrata Mark Warner afirmou que "remover todos os comissários restantes poucos meses antes das eleições legislativas de 2026 é uma medida extraordinária" e disse que a situação "levanta sérias preocupações sobre interferência política nas instituições que dão suporte às nossas eleições".
A substituição dos integrantes ocorre em meio ao debate sobre a condução do sistema eleitoral norte-americano. Embora a legislação permita ao presidente indicar novos comissários, ainda não há definição sobre quando a Comissão de Assistência Eleitoral voltará a operar com sua composição completa.
Imagem Gerada
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