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76% dos Argentinos Relatam Tristeza ou Raiva com Governo Milei

  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

Levantamento aponta perda de poder de compra e dificuldades econômicas no cotidiano dos argentinos



Pesquisa na Argentina aponta que 76% dos entrevistados associam sentimentos de "tristeza, desânimo ou raiva" ao governo de Javier Milei. O levantamento, feito pela Hugo Haime Associados, revela insatisfação ligada às dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias.


Do total, 42% disseram sentir tristeza ou desânimo diante da gestão, enquanto 34% citaram raiva. Outros 20% afirmaram estar entusiasmados e 4% não responderam. O levantamento não mediu diretamente a aprovação de Milei, mas o estado de ânimo da população.


PODER DE COMPRA

A perda da capacidade de consumo aparece entre os fatores do descontentamento. Salários pressionados, crédito caro e consumo enfraquecido fazem com que parte da população ainda não perceba, no cotidiano, uma melhora suficiente na economia e no orçamento.


Embora a inflação anual tenha recuado em relação ao período mais crítico da crise argentina, o índice permanece elevado e a recuperação da renda não acompanhou o ritmo esperado por muitos trabalhadores. O crédito caro limita o consumo e dificulta a reorganização financeira.


CLIMA POLÍTICO

O levantamento ocorre em meio a um estilo de governo marcado pelo confronto. Desde a campanha, Milei mantém embates com opositores, Congresso, imprensa, governadores e autoridades estrangeiras, estratégia que mobiliza sua base e mantém elevada a tensão no debate público do país.


PREOCUPAÇÕES

A percepção sobre os principais problemas também mudou. Em levantamento anterior, a corrupção aparecia como preocupação central. Agora, a perda do poder de compra ganhou espaço, acompanhada por juros elevados, dificuldades com o crédito e incertezas sobre a economia.


O cenário indica uma diferença entre a evolução de alguns indicadores e a percepção social sobre a situação do país. Para muitos argentinos, a melhora de números macroeconômicos ainda não se converteu em mudança visível na rotina, especialmente no orçamento doméstico das famílias.


Enquanto enfrenta o descontentamento, Milei segue defendendo sua estratégia econômica e política. A pesquisa mostra, porém, que o "humor da população" continua condicionado às condições de consumo e renda. O resultado amplia o debate sobre os efeitos sociais das medidas adotadas.



Vídeo: Reprodução


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