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Trump Critica Nobel da Paz de 2026 e Diz que Merecia Vencer

há 3 horas
2 min de leitura

Presidente americano ataca a jurista Navi Pillay, contesta o Comitê Norueguês do Nobel e critica sanções internacionais


 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a contestar a escolha do Prêmio Nobel da Paz de 2026. Em publicações feitas na rede Truth Social na madrugada deste sábado (10), o republicano criticou a jurista sul-africana Navi Pillay, vencedora da premiação, e afirmou que ele próprio deveria ter recebido o reconhecimento por sua atuação em conflitos internacionais.

 

Trump declarou que os Estados Unidos, sob sua liderança, mereciam o prêmio e classificou a decisão como um absurdo. O presidente também afirmou ter resolvido oito guerras, estar próximo de encerrar outros dois conflitos e ter contribuído para a libertação de reféns e presos políticos. As declarações refletem sua própria avaliação sobre os resultados de sua política externa.

 

CRÍTICAS AO NOBEL

Trump atacou diretamente Pillay, alegando que poucas pessoas a conheciam e afirmando que ela teria posicionamentos contrários a Israel. O presidente também criticou o Comitê Norueguês do Nobel e declarou que a escolha representava uma mancha inesquecível para a Noruega.

 

Pillay tem uma trajetória ligada à defesa dos direitos humanos e à atuação em instituições internacionais. Em 1973, ajudou a garantir que presos políticos mantidos na Ilha Robben, na África do Sul, tivessem acesso a advogados. Entre os detentos estava Nelson Mandela, que posteriormente se tornou presidente sul-africano após o fim do regime do apartheid.

 

TRAJETÓRIA INTERNACIONAL

A jurista também atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) nos anos 2000 e ocupou o cargo de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Em 2025, presidiu uma comissão independente de inquérito da ONU que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. Israel rejeitou a conclusão, assim como o governo americano.

 

SANÇÕES CONTRA O TPI

Na sexta-feira (9), horas depois do anúncio do Nobel, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o Tribunal Penal Internacional. A medida aumentou as tensões entre Washington e a Corte, que pode investigar crimes internacionais e responsabilizar indivíduos conforme sua competência jurídica.

 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, justificou as sanções alegando que o tribunal representa uma ameaça a cidadãos dos Estados Unidos. Ele também pediu que aliados americanos pressionem a instituição e afirmou que, se o TPI não encerrar o que chamou de ameaças, o governo americano atuará contra a Corte.

 

A nova crítica de Trump ao Nobel reforça o embate entre sua administração e instituições multilaterais. Embora o presidente reivindique o mérito por acordos e esforços diplomáticos, suas declarações não significam que todos os conflitos citados tenham sido encerrados de forma definitiva. A escolha de Pillay, por sua vez, destaca uma trajetória ligada à defesa dos direitos humanos e à Justiça internacional.

 

 

Foto: Reprodução | Arte Gerada

 

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