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Atendendo Pedido de Flávio Bolsonaro, Kassio Nunes Censura Canal de Apoio a Lula

há 3 horas
2 min de leitura

Nunes Marques determinou que a Meta retire do ar o canal “Exército do Lula”, que reunia cerca de 3,3 milhões de seguidores no WhatsApp


 

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo (11) que a Meta suspenda, em até três horas, o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede) no WhatsApp. A decisão atendeu a um pedido apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e foi publicada no fim da manhã. O canal contava com aproximadamente 3,3 milhões de seguidores.

 

Flávio alegou à Justiça Eleitoral que a estrutura era utilizada para promover desinformação de forma coordenada durante a campanha do segundo turno das eleições de 2026. Segundo a argumentação apresentada pela campanha do parlamentar, os integrantes eram orientados a agir “como robôs” para replicar mensagens em grande escala, inclusive afirmações cuja falsidade, de acordo com o pedido, já havia sido reconhecida pela Justiça Eleitoral.

 

DECISÃO DO TSE

Ao analisar o caso, Nunes Marques avaliou que medidas pontuais para remover mensagens não seriam mais suficientes para lidar com a situação descrita no processo. Com isso, determinou a suspensão do canal inteiro, estabelecendo prazo de três horas para que a Meta cumpra a ordem judicial.

 

A decisão coloca em evidência a disputa sobre o uso de canais digitais para mobilização política e divulgação de conteúdos eleitorais. Com milhões de seguidores, o “Exército do Lula” tinha capacidade de alcançar um público expressivo pelo WhatsApp. A medida, porém, decorre de uma decisão judicial específica e das alegações apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro.

 

CENSURA AMPLA

A campanha de Flávio também solicitou que André Janones fosse impedido de criar ou administrar outros canais semelhantes. Nunes Marques não decidiu imediatamente sobre essa parte do pedido, mas indicou que poderá reavaliar a solicitação caso sejam identificadas tentativas de contornar a suspensão determinada pelo tribunal.

 

INFORMAÇÕES À JUSTIÇA

O ministro ordenou ainda que a Meta informe, em até 48 horas, se existem outros canais administrados pelo deputado ou por contas sob seu controle. A determinação busca identificar possíveis estruturas relacionadas ao parlamentar e permitir que a Justiça Eleitoral avalie eventuais medidas adicionais, conforme as informações apresentadas pela plataforma.

 

O caso envolve diretamente Flávio Bolsonaro, André Janones e a estrutura digital associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo nome aparece no título do canal. A decisão não deve ser interpretada, por si só, como comprovação de participação pessoal de Lula na administração do grupo. O fundamento apresentado no processo está relacionado às acusações da campanha de Flávio sobre a circulação coordenada de conteúdos.

 

A suspensão deverá ser executada pela Meta dentro do prazo estabelecido pelo TSE. A plataforma também terá de apresentar as informações solicitadas sobre outros canais ligados a Janones. O andamento do caso poderá definir se haverá novas restrições, especialmente em relação à criação de estruturas semelhantes para divulgação de mensagens políticas.

 

 

Arte JT

 

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