Relatório Alerta para Ações Migratórias em Jogos da Copa nos EUA
- 13 de jun.
- 2 min de leitura
Organização cita detenções ligadas ao futebol e cobra garantias para torcedores durante o Mundial

O futebol voltou ao centro de um debate internacional envolvendo imigração e direitos humanos nos Estados Unidos. Um relatório divulgado pela Human Rights Soccer Alliance aponta que partidas, treinamentos e eventos ligados ao esporte vêm sendo alvo de operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), aumentando a preocupação às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
Segundo a organização, o futebol passou a ser observado com maior atenção pelas autoridades migratórias por reunir grande número de imigrantes, especialmente integrantes de comunidades latino-americanas. O documento afirma que pelo menos 17 pessoas ligadas ao esporte foram detidas desde o início de 2025, incluindo atletas, treinadores e familiares.
CASOS RELATADOS
Entre os episódios citados está o do jovem jogador Emerson Colindres, deportado para Honduras após ser detido no dia de sua formatura escolar. O relatório também menciona a prisão de dois atletas durante um treinamento em Nova York e a deportação de um torcedor após comparecer a uma partida no Estádio MetLife.
A entidade afirma que operações realizadas em parques, escolas, centros esportivos e espaços comunitários têm afetado diretamente grupos de imigrantes. Para os responsáveis pelo estudo, a situação gera insegurança entre famílias que tradicionalmente participam de atividades esportivas e culturais relacionadas ao futebol.
ALERTA PARA COPA
Com a realização da Copa do Mundo em cidades americanas, a organização demonstra preocupação com a ausência de diretrizes públicas que impeçam ações migratórias em estádios ou em áreas próximas aos jogos.
O temor é que torcedores e profissionais ligados ao evento possam ser abordados durante a competição.
COBRANÇA À FIFA
Diante desse cenário, a Human Rights Soccer Alliance pede que a Fifa estabeleça medidas de proteção para atletas, torcedores e trabalhadores envolvidos no Mundial. Entre as solicitações estão a proibição de operações migratórias em áreas oficiais da Copa e a garantia de proteção de dados dos espectadores.
O relatório também destaca que cidades-sede da Copa concentram elevados índices de detenções migratórias. Dados citados pela organização apontam que mais de 92 mil pessoas foram presas pelo ICE nessas localidades entre janeiro e outubro de 2025, aumentando a preocupação de entidades de direitos humanos.
Nas últimas semanas, manifestações foram realizadas em frente à sede da Fifa, em Miami, cobrando garantias para visitantes internacionais durante o torneio.
O debate reforça como grandes eventos esportivos podem refletir questões políticas e sociais que ultrapassam os limites dos gramados.
Arte JT
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