Produtora Nega Repasses para Filme e PF Investiga Flávio
- 14 de mai.
- 2 min de leitura
PF investiga se recursos do Banco Master supostamente para produção do filme, financiaram despesas de Eduardo nos Estados Unidos

A produtora GOUP Entertainment negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após reportagens apontarem supostos pagamentos milionários ligados à produção do longa.
Segundo informações divulgadas pelo portal Intercept Brasil, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto audiovisual. As negociações envolveriam contatos diretos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria cobrado pagamentos relacionados ao filme.
NOTA OFICIAL
Em comunicado enviado à imprensa, a GOUP Entertainment afirmou que “não recebeu recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer empresa ligada ao banqueiro”.
A produtora também declarou que repudia associações entre o filme e supostas irregularidades financeiras investigadas pela Polícia Federal, afirmando não existir comprovação documental, financeira ou contratual sobre os repasses citados.
INVESTIGAÇÃO PF
Paralelamente, a Polícia Federal apura se recursos ligados ao Banco Master teriam sido utilizados para custear despesas do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Investigadores analisam se os valores negociados oficialmente para a produção do filme poderiam ter sido desviados para outras finalidades, incluindo manutenção e articulações políticas realizadas no exterior.
ÁUDIO DIVULGADO
O caso ganhou repercussão após a divulgação de diálogos e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Em uma das gravações, o senador demonstra preocupação com atrasos em pagamentos ligados à produção cinematográfica.
Segundo a investigação, o acordo total para o financiamento do filme poderia chegar a R$ 124 milhões. Até o momento, não há confirmação oficial sobre qual parte dos recursos teria sido efetivamente destinada ao longa.
A PF segue investigando a movimentação financeira relacionada ao caso, enquanto aliados de Bolsonaro negam irregularidades e afirmam que os recursos tinham finalidade exclusivamente audiovisual.
Imagem Gerada
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