Fachin pede à PF todas Menções a Ministros do STF no Caso Master
Relatório deve ser entregue entre o fim de outubro e o início de novembro; reunião também tratou de ameaças a magistrados e do Inquérito das Fake News

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das menções a ministros da Corte nas investigações envolvendo o Banco Master. O encontro definiu a elaboração de um relatório com informações sobre todas as citações encontradas, sem exceção.
Andrei Rodrigues chegou ao Supremo no fim da tarde, acompanhado do diretor-executivo da PF e do diretor de combate ao crime organizado. A reunião ocorreu após Fachin solicitar, no início de outubro, informações detalhadas sobre referências a integrantes do tribunal no material reunido durante as investigações.
RELATÓRIO DA PF
O documento deverá descrever as condutas identificadas e apresentar o contexto das menções aos ministros, sem apontar crimes. A previsão é que o material seja encaminhado a Fachin no fim de outubro ou no início de novembro, para que o presidente do STF avalie os próximos encaminhamentos institucionais.
Após receber o relatório, Fachin pretende solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e levar os casos ao plenário do Supremo. Conforme o entendimento apresentado na reunião, eventual abertura de investigação contra um ministro depende de autorização do colegiado da Corte.
CASO MASTER
Fachin assumiu, em setembro, a relatoria da análise sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, em meio à crise envolvendo o Supremo. O levantamento solicitado à Polícia Federal deverá reunir todas as referências a ministros, acompanhadas das circunstâncias em que aparecem nas apurações.
NOTA CONJUNTA
Após o encontro, STF e PF divulgaram uma nota conjunta para esclarecer os procedimentos. O texto ressaltou que as informações devem ser encaminhadas integralmente, sem exclusão de nomes, e ter caráter estritamente descritivo. A eventual realização de atos investigativos envolvendo ministros deverá observar a autorização do plenário.
A reunião também abordou ameaças a integrantes do Supremo. Fachin destacou a importância da atuação preventiva e coordenada dos órgãos competentes para proteger a integridade dos magistrados, preservar a independência judicial e garantir o funcionamento regular das instituições. A PF reafirmou seu compromisso com a prevenção e com as medidas de segurança dentro de suas atribuições.
Além disso, o presidente do STF pediu celeridade à Polícia Federal na análise de diligências pendentes do inquérito das fake news. Fachin já declarou que pretende arquivar o procedimento, mas aguarda a conclusão das providências ainda em andamento.
Arte JT
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