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Lula Critica Protecionismo Diante de Trump Durante Reunião do G7

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Presidente defende cooperação global e diz que respostas unilaterais agravam crises internacionais



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao avanço do protecionismo e do unilateralismo durante discurso realizado nesta terça-feira (16), na reunião ampliada do G7, em Évian, na França. A declaração ocorreu na presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o debate sobre novas parcerias e solidariedade internacional.


Ao iniciar sua participação, Lula agradeceu o convite do presidente francês, Emmanuel Macron, e relembrou que uma de suas primeiras agendas internacionais como chefe de Estado, em 2003, foi justamente uma cúpula realizada na mesma cidade francesa.


CRÍTICAS ECONÔMICAS

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que a comunidade internacional não conseguiu construir soluções duradouras para enfrentar os desafios globais. “Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”, declarou Lula.


O presidente também criticou políticas econômicas adotadas nas últimas décadas e afirmou que modelos baseados na desregulamentação dos mercados, no Estado mínimo e na austeridade fiscal contribuíram para ampliar desigualdades sociais e econômicas em diversas regiões do planeta.


DESIGUALDADE GLOBAL

Segundo Lula, a distância entre países ricos e pobres continua aumentando. “A prosperidade de alguns contrasta com a realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global”, afirmou. Ele destacou ainda que a concentração de riqueza avançou enquanto os recursos destinados ao desenvolvimento diminuíram.


O chefe do Executivo também alertou para o déficit de investimentos necessários ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e defendeu a ampliação do financiamento climático internacional para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.


SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

Ao abordar os cortes em programas humanitários, Lula afirmou que “não são cifras abstratas”, destacando que a redução de recursos afeta diretamente áreas como alimentação, educação, saúde e proteção social em países mais vulneráveis.


Na área econômica, o presidente defendeu mecanismos que permitam aos países em desenvolvimento ampliar investimentos sociais. “Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças”, declarou durante o encontro.


Encerrando o discurso, Lula reforçou a necessidade de ampliar o acesso às novas tecnologias e à inteligência artificial, defendendo que as transições energética e digital sejam acompanhadas de industrialização, transferência de tecnologia e geração de oportunidades para os países em desenvolvimento.



Foto: Ricardo Stuckert / PR


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