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Nova NR-01 Muda Gestão da Saúde Mental nas Empresas, Segundo Trabt-Sorocaba

há 17 horas
2 min de leitura

Norma exige identificação e prevenção de riscos psicossociais no trabalho, mas organizações ainda enfrentam desafios para aplicar as medidas


 

A gestão da saúde mental no ambiente corporativo passa por mudanças com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01), que exige a inclusão dos fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de segurança e saúde no trabalho. Em Sorocaba e em todo o país, as empresas precisam adaptar processos para transformar as novas exigências em ações efetivas de prevenção.

 

Segundo Renan Moreno, médico do trabalho e diretor da Trabt Medicina e Segurança do Trabalho, muitas organizações já reconhecem a obrigação, mas ainda buscam formas de incorporá-la à rotina. Para o especialista, o momento é de amadurecimento, com a necessidade de ir além do cumprimento formal da legislação.

 

GESTÃO CONTÍNUA

Um dos principais desafios é evitar que instrumentos como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Programa de Saúde Mental (PSM) sejam tratados apenas como documentos. A proposta é manter um processo permanente de identificação de ameaças, definição de medidas preventivas, monitoramento de indicadores e avaliação dos resultados.

 

INTEGRAÇÃO ENTRE ÁREAS

A nova dinâmica também reforça a conexão entre o gerenciamento de riscos e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), previsto na NR-7. De acordo com Moreno, o PGR deve informar à Medicina do Trabalho quais riscos existem no ambiente profissional, enquanto o acompanhamento médico contribui com informações relevantes sobre a saúde dos funcionários.

 

PREVENÇÃO DO ADOECIMENTO

Exames ocupacionais, queixas recorrentes e afastamentos podem ajudar a identificar problemas relacionados à organização do trabalho. Com a análise desses dados, situações associadas ao estresse crônico, à ansiedade e à síndrome de Burnout podem ser consideradas em estratégias preventivas, antes que o adoecimento se agrave.

 

O especialista ressalta que a gestão psicossocial não deve se limitar à oferta de atendimento psicológico. Também é necessário avaliar fatores como carga de trabalho, autonomia, apoio das lideranças, relações interpessoais, comunicação e possíveis situações de assédio. Esses elementos podem influenciar diretamente as condições de saúde dos trabalhadores.

 

A mudança exige ainda uma transformação cultural dentro das organizações. Para Moreno, a atuação integrada entre Medicina do Trabalho, Segurança do Trabalho, Recursos Humanos, lideranças e funcionários é fundamental para identificar riscos, acompanhar medidas de controle e verificar se as ações adotadas estão produzindo resultados.

 

 

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