Sorocaba se Despede de Sandro que Segue para Santuário após Seis Anos de Disputa
Elefante asiático de 54 anos percorreu 1.615 km até o Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso
Sorocaba se despediu de Sandro, elefante asiático de 54 anos que deixou o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros rumo ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), no Mato Grosso. A transferência encerra uma disputa judicial de seis anos e mobilizou equipes, autoridades e moradores durante a operação.
A preparação começou em 10 de setembro, com a chegada da caixa de transporte ao zoológico. No dia 11, a estrutura foi colocada no recinto e, no dia seguinte, Sandro teve acesso ao compartimento. Segundo o SEB, a adaptação foi espontânea e ocorreu em poucos minutos.
EMBARQUE Previsto para 8h, o carregamento ocorreu às 10h após atraso na entrega do capim. A caixa metálica pesa cerca de 10 toneladas e mede 5 metros de comprimento, 3,5 metros de altura e 2,5 metros de largura.
O compartimento foi equipado com quatro câmeras, ar-condicionado, sensores térmicos, janelas laterais ajustáveis e portas internas para alimentação, água e limpeza. A mesma estrutura foi usada no transporte da elefanta Baby, também encaminhada ao santuário.
VIAGEM
O trajeto de 1.615 quilômetros foi percorrido por via terrestre em cerca de dois dias e meio, com paradas para alimentação e descanso. O comboio teve caminhão-prancha, veículos da equipe do SEB e escolta da Polícia Rodoviária Federal.
MOBILIZAÇÃO
A saída foi acompanhada por protestos de moradores que tentaram impedir a passagem do caminhão. Polícia Militar e Guarda Civil Municipal atuaram no local, com fechamento de vias. Em um momento, foi usado gás de pimenta para dispersar a multidão.
Sandro foi capturado na Ásia em 1971 e passou pelo zoológico de Cauberg, na Holanda, antes de chegar a Sorocaba, onde viveu por mais de 40 anos. Uma perícia judicial apontou questões relacionadas ao recinto, enquanto a Prefeitura apresentou recursos contra a transferência.
No SEB, Sandro iniciará nova adaptação no Centro Veterinário, com terra, água, capim e frutas. Depois, conhecerá três áreas gradualmente. O contato com as sete fêmeas do santuário será mediado por grade. A área destinada aos machos asiáticos chega a 39.300 m², em um espaço voltado à reabilitação e sem visitação pública.
Vídeo: Reprodução / SEB
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