PF Mira Jaques Wagner, Augusto Lima e Bonnie Bonilha em Nova Fase da Compliance Zero
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Operação investiga suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master e cumpre mandados em três estados e no DF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos da investigação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), o empresário Augusto Lima e a empresária Bonnie Bonilha, nora do parlamentar. Mandados foram cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
A nova etapa amplia as apurações sobre possíveis irregularidades envolvendo pessoas físicas, empresas e instituições financeiras ligadas ao chamado Caso Master. Além das buscas autorizadas pela Justiça, foram determinadas medidas cautelares como monitoração eletrônica, suspensão de passaportes e proibição de contato entre investigados.
ALVOS CENTRAIS
O senador Jaques Wagner aparece entre os investigados da operação. Segundo as apurações, a Polícia Federal busca esclarecer a relação de pessoas próximas ao parlamentar com movimentações financeiras consideradas relevantes no âmbito do inquérito em andamento.
Outro nome de destaque é o empresário Augusto Lima, controlador do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Lima também ocupou o cargo de CEO da instituição e ganhou notoriedade no mercado financeiro por sua atuação em operações de crédito consignado e em negócios bancários.
BANCO PLENO
Augusto Lima assumiu o controle do Banco Pleno após autorização do Banco Central. No entanto, em fevereiro deste ano, o órgão decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), alegando questões relacionadas à situação da instituição financeira.
A participação do conglomerado era considerada pequena dentro do sistema financeiro nacional. Ainda assim, a atuação da instituição passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores na operação conduzida pela Polícia Federal.
BN FINANCEIRA
A investigação também alcança Bonnie Bonilha, responsável pela BN Financeira e nora de Jaques Wagner. Documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado apontam que a empresa recebeu cerca de R$ 12 milhões do Banco Master entre os anos de 2022 e 2025, informação que passou a integrar o material analisado pelas autoridades.
Até o momento, a operação busca reunir elementos para esclarecer a origem, a finalidade e a regularidade das movimentações financeiras investigadas. As apurações seguem em andamento, e os envolvidos terão oportunidade de apresentar suas versões e exercer o direito à ampla defesa durante o curso do processo.
Imagem Gerada
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