Trump Chama Situação Política do Brasil de “Perigosa” e Lula Reage
- 18 de jun.
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Presidentes trocaram declarações durante encontro do G7; Eduardo Bolsonaro também foi citado por Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17), durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, que a situação política do Brasil se tornou “perigosa”. A declaração ocorreu após compromissos do encontro internacional e teve como foco o cenário político brasileiro e a recente condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Ao comentar sua conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump afirmou ter passado parte do tempo ao lado do líder brasileiro e demonstrou preocupação com os acontecimentos recentes no país. “A verdade é que passei bastante tempo com ele [Lula]. E o Brasil se tornou um país um pouco complicado, não é? Politicamente. A situação política ficou um pouco perigosa”, declarou.
CASO EDUARDO
Trump também mencionou Eduardo Bolsonaro, chamado por ele de “Bolsonaro Jr.”. Segundo o presidente norte-americano, o ex-parlamentar estaria sendo alvo de perseguição política. “Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam, ou querem prendê-lo, para ter algo contra ele”, afirmou.
As declarações ocorreram um dia após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenar Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. A acusação sustenta que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro e favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro.
RESPOSTA DE LULA
Lula reagiu às declarações e afirmou que Trump possui uma visão limitada da realidade brasileira. “Se ele conhece o Brasil pela relação com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil”, declarou o presidente brasileiro durante entrevista concedida após o encontro internacional.
O chefe do Executivo também destacou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. “Não tem país no mundo que tenha o sistema eletrônico como nós, que, duas horas depois, já sabemos o resultado em 27 estados. Se tem alguém que precisa aprender com eleições civilizadas, é meu amigo Trump. Da próxima vez, vou levar uma urna para ele”, comentou.
COBRANÇA DE RESPEITO
Lula aproveitou para defender a soberania nacional e afirmou que diferenças ideológicas não devem interferir nas relações diplomáticas entre os países. “Ele tem direito de ter as preferências eleitorais e ideológicas, mas espero que ele não fira o convívio de ética entre as nações. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho e do neto. Gosto não se discute, mas eu quero respeito pelo Brasil, que é o que tenho pelos Estados Unidos”, declarou.
O episódio amplia a troca de críticas entre lideranças dos dois países e ocorre em um momento de tensão envolvendo decisões do Judiciário brasileiro, debates sobre democracia e a repercussão internacional do caso envolvendo Eduardo Bolsonaro.
Vídeo: Canal Gov
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