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Justiça Manda Compartilhar Extratos em Investigação do Prefeito de Sorocaba

  • 19 de mai.
  • 2 min de leitura

Caso apura suspeita de superfaturamento na compra de imóvel em Sorocaba


 

A Justiça de Sorocaba determinou o compartilhamento dos extratos bancários da empresa AFF Empreendimentos Imobiliários e Participações com a Promotoria Criminal de São Paulo no caso que investiga o prefeito Rodrigo Manga. A decisão envolve a compra de um prédio para a Secretaria de Educação com suspeita de superfaturamento de cerca de R$ 10 milhões.

 

A medida foi assinada pelo juiz Alexandre de Mello Guerra no último dia 9 de maio e rejeitou o pedido da empresa para manter os documentos financeiros sob sigilo. A investigação apura a aquisição do imóvel localizado na região do Campolim, na zona sul da cidade, realizada em 2021, durante o primeiro ano da gestão municipal.

 

COMPRA INVESTIGADA

Segundo o Ministério Público, o prédio teria sido inicialmente avaliado em aproximadamente R$ 19 milhões, mas acabou adquirido pela Prefeitura por quase R$ 30 milhões, diferença atribuída ao possível superfaturamento.

 

A ação popular foi proposta por um morador da cidade e questiona o uso de recursos públicos na negociação. O imóvel foi destinado à Secretaria Municipal de Educação e o caso já gerou condenações em ações criminais relacionadas ao processo de compra.

 

SIGILO REJEITADO

A AFF Empreendimentos alegou direito ao sigilo bancário e tentou impedir o compartilhamento dos extratos financeiros. O pedido, porém, foi negado pela Justiça de Sorocaba.

 

Na decisão, o magistrado afirmou que a ação popular possui caráter constitucional de fiscalização dos atos da administração pública e destacou que o interesse coletivo e a transparência prevalecem sobre o sigilo bancário da empresa no caso analisado.

 

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL

Além da ação popular, Rodrigo Manga e a primeira-dama Sirlange Frate Maganhato também são investigados pelo Ministério Público e pelo Gaeco no mesmo caso envolvendo o imóvel da Secretaria de Educação.

 

As investigações tiveram origem após mensagens encontradas no celular do ex-secretário Fausto Bossolo, condenado por corrupção e peculato. O processo agora segue para a fase de alegações finais antes da sentença definitiva da Justiça.

 

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

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