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PF Encontra Sala Secreta e Máquina de Contar Dinheiro em Hangar de Willer Tomaz

há 20 minutos
3 min de leitura

O advogado e amigo de Flávio, Willer Tomaz, afirma que estrutura atendia empresas de transporte de valores


 

A Polícia Federal encontrou uma sala escondida com porta metálica reforçada, máquina de contar cédulas e malas vazias em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília utilizado por empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Os investigadores apuram a suspeita de que aeronaves particulares possam ter sido usadas para transportar dinheiro em espécie. Nenhuma quantia foi encontrada no compartimento durante a vistoria.

 

A descoberta ocorreu durante uma operação de busca e apreensão realizada em 7 de agosto, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura suspeitas de ocultação patrimonial relacionadas ao senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo o relatório policial, a existência do compartimento foi informada por meio de uma denúncia anônima recebida após a primeira inspeção nos hangares.

 

COMPARTIMENTO OCULTO

Os agentes retornaram ao local por volta das 15h e identificaram uma área escondida por uma estrutura de madeira. Depois de remover o obstáculo, encontraram uma porta metálica reforçada que dava acesso a uma sala reservada, equipada para armazenar valores. A estrutura chamou a atenção dos investigadores pelas características e pelos objetos encontrados no interior.

 

No compartimento, a PF identificou uma máquina de contar cédulas, malas vazias consideradas adequadas ao transporte de grandes quantias e uma estrutura gradeada dividida em setores. Outro equipamento semelhante havia sido apreendido anteriormente no escritório do advogado. Os investigadores querem esclarecer se o espaço foi utilizado para guardar dinheiro e se houve retirada de valores antes da segunda vistoria.

 

DEFESA NEGA IRREGULARIDADES

Willer Tomaz rejeitou as suspeitas e afirmou que a sala e os equipamentos são utilizados em atividades comerciais legítimas. Segundo o advogado, as instalações atendem empresas de transporte de valores que fazem parte de seu portfólio. Ele classificou como fantasiosa a hipótese de que o ambiente servisse para armazenar recursos de origem não declarada.

 

AERONAVES APREENDIDAS

Durante a operação, os policiais apreenderam quatro aeronaves que estavam nos hangares 36 e 37 da área de aviação executiva do aeroporto: dois helicópteros e dois aviões. Os equipamentos permaneceram no local, sob responsabilidade de uma funcionária de uma das empresas. A PF também copiou listas de passageiros e diários de bordo para identificar usuários das aeronaves e analisar possíveis deslocamentos relacionados à investigação.

 

A equipe solicitou perícia papiloscópica no compartimento para buscar impressões digitais que possam ajudar a esclarecer quem tinha acesso ao ambiente. Os registros de voos e passageiros também serão examinados para identificar eventuais conexões entre as aeronaves e o possível transporte de dinheiro em espécie. Até o momento, a descrição dos objetos encontrados não comprova, por si só, que o espaço tenha sido utilizado para atividades ilegais.

 

RANCHO TAMBÉM FOI ALVO

As buscas alcançaram ainda uma propriedade de Tomaz em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. No local, os agentes registraram estruturas como praia artificial, lago com píeres, motos aquáticas e um túnel subterrâneo que conecta áreas separadas por uma via pública. A PF também apreendeu quatro dispositivos de armazenamento do sistema de câmeras de segurança para preservar imagens que possam auxiliar na reconstrução da movimentação de pessoas e veículos.

 

A investigação continua para esclarecer a finalidade das instalações, a circulação de valores e eventuais vínculos entre os elementos recolhidos.

 

 

Arte JT

 

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