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Exportações Brasileiras para os EUA Caem Após Tarifaço de Trump

  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Participação americana nas vendas externas do Brasil atinge menor nível desde 1997 e novas sobretaxas preocupam exportadores



A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu para 9,3% entre agosto de 2025 e maio de 2026, o menor patamar desde o início da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), iniciada em 1997. A retração ocorre após as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump em julho do ano passado.


Antes das medidas, entre agosto de 2024 e maio de 2025, os Estados Unidos respondiam por 12,4% das vendas externas brasileiras. Em 2002, o mercado norte-americano chegou a representar 26% das exportações do país, evidenciando a perda de participação ao longo dos anos.


QUEDA HISTÓRICA

Os efeitos das barreiras comerciais já são sentidos em praticamente todo o Brasil. Dos 26 estados e o Distrito Federal, 24 registraram redução na participação dos Estados Unidos em suas exportações desde a adoção das tarifas anunciadas por Washington.


O cenário pode se tornar ainda mais desafiador com duas novas sobretaxas recomendadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Uma das propostas prevê tarifa adicional de 12,5% para 60 países, incluindo o Brasil, enquanto outra estabelece uma cobrança específica de 25% sobre produtos brasileiros.


NOVAS TARIFAS

A sobretaxa de 25% foi sugerida após uma investigação que apontou supostos prejuízos a empresas americanas em temas relacionados a desmatamento, propriedade intelectual, corrupção, acordos comerciais e uso do sistema Pix.


ESTADOS AFETADOS

Estimativas indicam que as novas medidas podem atingir até 45,8% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Entre os estados mais expostos estão Alagoas, Amazonas, Ceará, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


Os maiores exportadores para os Estados Unidos em 2024 foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Apesar de alguns estarem fora do grupo mais vulnerável, todos podem registrar perdas significativas caso as novas tarifas sejam efetivamente implementadas.


Entre os produtos potencialmente mais afetados estão máquinas carregadeiras produzidas em São Paulo, madeiras exportadas pelo Paraná e Rio Grande do Sul, além de calçados, transformadores elétricos, pescados e lagostas enviados por estados do Sul e Nordeste do país.



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