Flávio Bolsonaro Acusa Integrantes da CNBB de Espalhar Fake News
Senador atribuiu à entidade e ao PT a divulgação de boato sobre Nossa Senhora Aparecida; conferência negou envolvimento
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou, neste domingo (27), integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de colaborar com o Partido dos Trabalhadores (PT) na disseminação de informações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida.
A entidade respondeu por meio de uma nota oficial e negou qualquer participação.
Durante entrevista a jornalistas, Flávio afirmou que pessoas ligadas à CNBB teriam ajudado o PT a espalhar o boato de que ele pretendia retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O candidato classificou o episódio como a “maior fake news da campanha” e declarou que nunca existiu uma iniciativa sua nesse sentido.
ACUSAÇÃO AO PT
Flávio também afirmou que o partido teria organizado uma rede de perfis falsos, supostamente financiados com dinheiro público, para divulgar notícias falsas. O senador não apresentou, durante a entrevista, provas que comprovassem a participação de integrantes da CNBB na suposta articulação.
O candidato ainda criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, neste domingo, derrubou a decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de publicações relacionadas ao caso. Dino decidiu pela restauração dos conteúdos retirados com base naquela determinação.
RESPOSTA DA CNBB
Em nota divulgada também neste domingo, a conferência afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. A entidade declarou repudiar a desinformação, independentemente de sua origem ou de quem possa beneficiar ou prejudicar.
A CNBB também ressaltou que não integra estruturas político-partidárias nem atua em favor de partidos ou candidaturas. Segundo a instituição, suas manifestações eleitorais estão relacionadas à missão pastoral e a princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.
CRÍTICA ÀS ACUSAÇÕES
A entidade afirmou que atribuir a ela participação na produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem a afirmação, atinge injustamente a instituição. A nota foi concluída com a declaração: “A mentira não se combate com outra mentira”.
A controvérsia ocorre após a circulação de conteúdos que associaram Flávio a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. A disputa chegou ao TSE e, posteriormente, ao STF, ampliando o debate sobre desinformação, liberdade de expressão e o papel das instituições religiosas durante a campanha eleitoral.
Vídeo/Imagens: Reprodução
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