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Obra da Marginal Direita Volta ao Debate e Gera Protestos em Sorocaba

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Projeto de R$ 33,4 milhões prevê retirada de 1,5 mil árvores e enfrenta abaixo-assinado


 

A obra da Marginal Direita do Rio Sorocaba, também conhecida como prolongamento da Alameda Batatais, voltou ao centro do debate público em Sorocaba após a liberação ambiental da CETESB e o anúncio do início das intervenções pela Prefeitura. O projeto prevê ligação entre a Alameda Batatais, na zona leste, e a Rua Saliba Mota, com objetivo de melhorar a mobilidade urbana e desafogar o trânsito da Avenida Dom Aguirre.

 

A proposta integra um pacote de mobilidade urbana estimado em R$ 33,4 milhões e existe há mais de 40 anos nos planos diretores do município. Segundo a Prefeitura, a obra contará com ciclovia, drenagem, iluminação pública e conexão entre as zonas norte e leste da cidade.

 

VALORES E ESTRUTURA

A intervenção também faz parte do chamado Sistema de Parques Norte-Sul do Rio Sorocaba, criado como compensação ambiental em acordo firmado com o Ministério Público de São Paulo.

 

De acordo com a administração municipal, o projeto seguirá exigências ambientais determinadas pela CETESB, incluindo monitoramento da fauna, relatórios periódicos e compensação ambiental.

 

NÚMEROS

Informações divulgadas pela Prefeitura apontam que aproximadamente 1.500 árvores deverão ser removidas para implantação da nova via às margens do Rio Sorocaba.

 

Como medida compensatória, o município afirma que realizará o plantio de cerca de 73 mil mudas nativas em diferentes regiões da cidade ao longo da execução do projeto.

 

DEBATE AMBIENTAL

Ambientalistas, movimentos sociais e integrantes do Coletivo Justiça Climática - @sorocabapeloclima - passaram a questionar os impactos ambientais da obra, especialmente em áreas consideradas sensíveis às margens do rio.

 

O grupo lançou um abaixo-assinado pedindo a suspensão imediata das obras e solicitando atuação do Ministério Público do Estado de São Paulo, apontando irregularidades existentes tanto nos laudos do licenciamento quanto no acordo de compensação feito com o MP para que a obra pudesse seguir.

 

 

Em maio de 2026, a Prefeitura confirmou o início das primeiras intervenções com instalação de canteiros de obras e interdições parciais nas proximidades do trecho. Paralelamente, também lançou um portal oficial com cronogramas, informações ambientais e atualizações do empreendimento.

 

Enquanto a administração municipal defende a obra como estratégica para mobilidade urbana e desenvolvimento da cidade, movimentos ambientais seguem mobilizados contra o avanço do projeto e prometem ampliar a pressão pública e judicial nos próximos meses.

 

 Colaborou com essa matéria: Coletivo Justiça Climática

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