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Mendonça Autoriza Investigação de Tráfico de Influência de Lulinha

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

STF atende pedido da Polícia Federal para apurar suspeitas envolvendo negociações na área da saúde; defesa nega irregularidades


 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que pretende apurar a existência de possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção relacionados à atuação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao Ministério da Saúde.

 

De acordo com a investigação, a Polícia Federal busca esclarecer se Lulinha teria atuado para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações envolvendo a comercialização de medicamentos à base de canabidiol com o governo federal. O contrato citado nas apurações não chegou a ser firmado pelo Ministério da Saúde.

 

INVESTIGAÇÃO

Antônio Carlos Camilo Antunes é investigado pela Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de desvios relacionados a aposentadorias e pensões do INSS. Agora, a Polícia Federal também pretende verificar se houve tentativa de influência em decisões do Ministério da Saúde e em setores ligados ao governo federal para beneficiar interesses empresariais na área da cannabis medicinal.

 

Segundo as investigações, o lobista buscava viabilizar contratos para a empresa World Cannabis. A PF apura ainda se houve articulação para que ele fosse recebido por integrantes do Ministério da Saúde durante as tratativas envolvendo o setor farmacêutico.

 

DEFESA

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que não existe relação entre o filho do presidente e os fatos investigados. Os advogados sustentam que a Polícia Federal não encontrou elementos que o vinculassem às investigações sobre fraudes no INSS e classificam a nova apuração como uma tentativa de buscar provas sem fundamentos concretos.

 

O Ministério da Saúde também informou que nunca manteve contratos com a empresa World Cannabis ou com os acionistas mencionados na investigação, afirmando que não houve repasse de recursos públicos às pessoas ou empresas citadas.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Durante as investigações, a Polícia Federal deverá reunir documentos, depoimentos e outras provas para verificar se houve prática de tráfico de influência ou corrupção. A autorização do STF permite apenas a abertura formal do inquérito, sem representar conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.

 

Com a instauração do procedimento, caberá à Polícia Federal conduzir as diligências e apresentar os resultados ao Supremo Tribunal Federal. Somente após a conclusão das investigações e eventual manifestação da Procuradoria-Geral da República será possível definir se haverá ou não apresentação de denúncia contra os envolvidos.

 

 

Arte JT

 

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