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Kassio Nunes Censura Pesquisa que Apontava Queda de Flávio Bolsonaro

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Decisão de Nunes Marques atende pedido do PL e questiona metodologia da AtlasIntel


 

A divulgação de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro foi suspensa por decisão liminar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A determinação foi publicada nesta segunda-feira (8) após pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL).

 

O levantamento mostrava redução de seis pontos percentuais no desempenho de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A pesquisa ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio e possuía margem de erro de um ponto percentual.

 

DECISÃO LIMINAR

Ao analisar o caso, Nunes Marques afirmou haver "suspeitas de indução ao eleitor" nas perguntas apresentadas pelo instituto. A decisão tem caráter provisório e ainda será submetida ao plenário do TSE para análise definitiva.

 

Segundo o magistrado, declarações públicas do CEO da AtlasIntel sobre o impacto político do caso envolvendo Flávio Bolsonaro levantaram dúvidas sobre a neutralidade da pesquisa. Na decisão, o ministro destacou que o dirigente teria emitido avaliações sobre possíveis prejuízos eleitorais ao senador.

 

ARGUMENTO DO PL

O Partido Liberal sustentou que o questionário teria sido elaborado de forma a influenciar as respostas dos entrevistados. De acordo com a legenda, oito perguntas abordavam de forma consecutiva o caso relacionado ao Banco Master e ao filme "Dark Horse", inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Após responderem aos questionamentos, os participantes também ouviam um áudio atribuído a Flávio Bolsonaro solicitando apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção cinematográfica. Para o PL, o material poderia influenciar a percepção dos entrevistados.

 

PRÓXIMOS PASSOS

Com a decisão, a AtlasIntel deverá retirar a pesquisa de seus canais oficiais e apresentar documentação técnica ao TSE para comprovar a regularidade da metodologia utilizada. O Ministério Público Eleitoral também deverá se manifestar no processo.

 

Em sua decisão, Nunes Marques escreveu que o instituto deverá "abster-se de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa" até nova deliberação da Justiça Eleitoral. O caso segue em análise e poderá ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

 

 

Arte JT

 

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