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Trump Declara Fim do Acordo com Irã e Retoma Guerra no Golfo

  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura

Conflito volta a ganhar força após troca de ataques; Irã afirma ter atingido 85 instalações militares dos Estados Unidos na região



A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar nesta quarta-feira (8), após uma nova troca de ataques militares no Golfo. Em meio ao agravamento da crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado entre os dois países "acabou" e descartou novas negociações com Teerã.


Durante coletiva de imprensa em Ancara, na Turquia, antes da cúpula da Otan, Trump endureceu o discurso ao declarar: "Para mim, acho que o acordo acabou. Eu não quero mais lidar com eles. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou."


RETALIAÇÃO IRANIANA

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica informou que respondeu aos ataques norte-americanos atingindo "85 instalações militares estratégicas" dos Estados Unidos na região do Golfo. Entre os alvos citados estão o quartel-general da Quinta Frota, no Bahrein, e a base aérea Ali Al Salem, no Kuwait. As alegações ainda não foram confirmadas de forma independente.


O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, também elevou o tom das críticas ao governo norte-americano. Em publicação na rede X, afirmou que "a conduta do governo dos EUA como anfitrião da Copa do Mundo segue sua política externa habitual: burlar regras, intimidar rivais, criar obstáculos e trapacear" e acrescentou que "o Irã rejeita tais jogos. Defendemos firmemente nossos direitos."


NOVOS ATAQUES

Além dos bombardeios, a Guarda Revolucionária declarou ter derrubado um drone americano MQ-9 no sul do território iraniano. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas no Bahrein e no Kuwait após os ataques, aumentando a preocupação com uma possível ampliação do conflito na região.


ORMUZ EM ALERTA

A nova escalada recoloca o Estreito de Ormuz no centro das atenções internacionais. A passagem marítima é estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás natural, e qualquer interrupção no fluxo pode provocar reflexos nos mercados globais de energia e na economia internacional.


Embora Estados Unidos e Irã tenham firmado um acordo preliminar de paz em junho e mantivessem oficialmente um cessar-fogo, os recentes confrontos colocam em dúvida a continuidade dos entendimentos diplomáticos construídos nos últimos meses.


Com novas acusações, ataques cruzados e discursos cada vez mais duros entre Washington e Teerã, o cenário permanece de elevada instabilidade. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos diante do risco de que a crise evolua para um conflito regional de maiores proporções.



Arte JT


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