União Europeia Veta Importações de Carne do Brasil por Regras Sanitárias
- 12 de mai.
- 2 min de leitura
Bloco europeu excluiu o país de lista que autoriza exportações após questionamentos sobre uso de antimicrobianos na pecuária

A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e animais ao bloco europeu a partir de setembro. A decisão foi tomada após atualização das regras sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária.
Segundo a UE, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de substâncias antimicrobianas proibidas pelas normas europeias, especialmente aquelas utilizadas para estimular crescimento animal ou aumentar a produção.
O QUE ACONTECEU
A nova lista divulgada pela União Europeia define os países que cumprem as exigências sanitárias europeias e poderão continuar exportando carne para o continente a partir de 3 de setembro de 2026.
O Brasil, que integrava a relação anterior divulgada em 2024, ficou de fora da atualização atual. A decisão ainda poderá ser revista caso as autoridades brasileiras apresentem respostas e documentos complementares às exigências feitas por Bruxelas.
REGRAS SANITÁRIAS
As normas da União Europeia proíbem o uso de antimicrobianos para acelerar crescimento animal ou elevar produtividade na pecuária.
Além disso, o bloco europeu veta o uso em animais de medicamentos considerados essenciais para tratamentos humanos, como forma de combater a resistência bacteriana aos antibióticos.
O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que os produtores europeus seguem “alguns dos padrões mais rigorosos do mundo” e que os produtos importados devem cumprir as mesmas exigências.
MERCOSUL E PRESSÃO POLÍTICA
A decisão ocorre em meio à pressão de produtores rurais europeus e de países como a França após o avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.
O tratado entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, enquanto ainda aguarda análise judicial sobre sua legalidade dentro da Europa.
A atualização da lista é vista por setores diplomáticos como um sinal político de endurecimento sanitário por parte do bloco europeu diante das críticas internas relacionadas à concorrência agrícola internacional.
___
Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News




Comentários