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PGR Pede Condenação de Eduardo Bolsonaro no STF

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Paulo Gonet acusa ex-deputado de coagir ministros da Suprema Corte


 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. As alegações finais foram apresentadas nesta segunda-feira (11) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco.

 

O documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no STF. Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir em julgamentos relacionados ao chamado “caso do golpe”.

 

PRESSÃO INTERNACIONAL

De acordo com Paulo Gonet, o ex-deputado buscou estimular sanções internacionais contra autoridades brasileiras e tarifas econômicas contra o Brasil.

 

A PGR sustenta que as ações teriam como objetivo influenciar decisões do Supremo Tribunal Federal em processos envolvendo Jair Bolsonaro e aliados.

 

FALAS DA PGR

Nas alegações finais, Gonet afirmou que houve atuação “continuada” de Eduardo Bolsonaro para gerar “instabilidade e temor” entre autoridades brasileiras.

 

O procurador destacou ainda que a liberdade de expressão “não pode servir de salvo-conduto para a prática de crimes”, especialmente quando há tentativa de coação contra integrantes do Judiciário.

 

CASO NO STF

A ação penal tramita no Supremo desde novembro de 2025, quando a Primeira Turma aceitou denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

 

Na ocasião, Alexandre de Moraes afirmou que a “grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América”.

 

A PGR também pediu a fixação de valor mínimo para reparação de danos causados pelas supostas condutas atribuídas ao ex-deputado federal.

 

Eduardo Bolsonaro é acusado de tentar interferir no andamento da Ação Penal 2668, relacionada à investigação sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais.

 

 

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