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Estado de SP Chega a 21 Mortes Provocadas pelas Chuvas em 2026

há 3 horas
2 min de leitura

Temporal na capital matou mulher de 47 anos soterrada na Brasilândia; região do Anhangabaú registrou chuva intensa em apenas 40 minutos



O Estado de São Paulo chegou a 21 mortes provocadas por temporais desde o início de 2026. A vítima mais recente foi uma mulher de 47 anos, que morreu na quarta-feira (14), após um deslizamento de terra atingir uma residência na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, na Brasilândia, zona norte da capital paulista.


Segundo a Defesa Civil estadual, a mulher ficou soterrada e foi retirada dos escombros por moradores antes da chegada das equipes de socorro. A morte foi constatada no local. Conforme o boletim de ocorrência, o imóvel deslizou de uma encosta durante a forte chuva que atingiu a região.


INVESTIGAÇÃO DO CASO

A ocorrência foi registrada no 72º Distrito Policial como morte suspeita, na modalidade de morte acidental, além de desabamento ou desmoronamento. O caso ocorreu em meio a um temporal que provocou alagamentos e outros transtornos em diferentes pontos da cidade de São Paulo.


ALAGAMENTOS NA CAPITAL

A chuva deixou 28 veículos submersos no Túnel do Vale do Anhangabaú e provocou dificuldades no trânsito. Diante das condições climáticas, a Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos na quarta-feira (14), como medida para reduzir os impactos da situação na mobilidade urbana.


NOVO ALERTA DE TEMPORAL

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém, nesta quinta-feira (15), aviso de perigo para tempestades. A previsão indica possibilidade de chuva de até 100 milímetros por dia, ventos de até 100 km/h e ocorrência de granizo. Na capital, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) prevê retorno das chuvas entre a tarde e a noite.


O volume de precipitação registrado na região do Anhangabaú chamou a atenção pela intensidade. Segundo a Prefeitura, em apenas 40 minutos, a área acumulou quantidade de chuva equivalente à prevista para 11 dias de outubro, evidenciando a concentração das precipitações em um curto intervalo.


Além dos alertas imediatos, as condições climáticas para os próximos meses também preocupam. A ocorrência do fenômeno El Niño, esperada para o fim da primavera e o início do verão, é um fator de atenção para o país. O aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial pode alterar a circulação atmosférica e favorecer chuvas acima da média em partes do Sudeste.



Foto: Reprodução / Redes Sociais


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