Entidades Religiosas Acumulam Perdas no Caso Banco Master
- há 20 horas
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Investimentos de alto risco atingem igrejas e associações após crise financeira

A crise envolvendo o Banco Master também atingiu entidades religiosas que mantinham investimentos vinculados a operações financeiras ligadas ao grupo. Além dos prejuízos a pessoas físicas e diversos Estados e Municípios, associações religiosas também sofreram perdas expressivas.
SEM GARANTIA
Parte dos recursos foi aplicada em ativos com promessa de rentabilidade acima do mercado, incluindo operações estruturadas sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que elevou a exposição ao risco.
Entre os casos divulgados, o Banco Digimais, ligado ao líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, teria registrado impacto estimado em cerca de R$ 500 milhões com papéis e ativos financeiros relacionados ao Master.
INVESTIMENTOS DE RISCO
Outras entidades investiram por meio de Sociedade em Conta de Participação (SCP), modalidade que não possui cobertura do FGC. Entre elas estão:
- Associação Budista Agon Shu, com R$ 1 milhão
- Associação Beneficente Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo: Ligada ao Frei Gilson, com cerca de R$ 630 mil
- Associação da Igreja Presbiteriana (Osasco), com R$ 401 mil
Outras denominações evangélicas e associações também aparecem entre investidores afetados, aguardando o desfecho de processos de recuperação judicial para tentar reaver valores aplicados.
EM INVESTIGAÇÃO
No dia da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, o pastor André Valadão determinou o encerramento das atividades do Banco Clava Forte, também conhecido como Clava Bank, fintech associada ao ambiente institucional da Lagoinha. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, pastor da mesma igreja é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro.
As ocorrências reacendem o debate sobre a gestão de recursos arrecadados por organizações religiosas e os riscos de aplicações financeiras de alta rentabilidade.
Fotos: Reprodução
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