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Tarcísio Critica Fim da Escala 6×1 e Fala Sobre Redução do Poder de Compras

  • 19 de mai.
  • 2 min de leitura

Governador afirmou que redução da jornada pode afetar poder de compra dos empregados


 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o projeto do governo federal que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho sem diminuição salarial. Durante participação na Apas Show, evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados, o governador defendeu que o debate considere também os impactos ao setor produtivo.

 

Em discurso direcionado a empresários, Tarcísio afirmou que a proposta precisa ser discutida com cautela para evitar consequências econômicas negativas. Segundo ele, reduzir a jornada sem avaliar os efeitos sobre empresas e empregos pode comprometer o poder de compra dos trabalhadores.

 

CRÍTICAS AO PROJETO

O governador declarou que trabalhadores e empregadores fazem parte do mesmo sistema econômico e que não é possível discutir melhorias trabalhistas sem considerar a sustentabilidade das empresas e os custos envolvidos nas mudanças propostas.

 

Tarcísio também afirmou que muitos trabalhadores poderiam acabar buscando renda extra para compensar possíveis perdas financeiras. Segundo ele, o tempo livre conquistado com a redução da jornada poderia ser utilizado para “fazer bico” e complementar o orçamento familiar.

 

DEBATE NO CONGRESSO

O projeto defendido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial, além da garantia de dois descansos remunerados por semana, preferencialmente aos sábados e domingos.

 

A proposta foi enviada ao Congresso Nacional em abril por meio do Projeto de Lei nº 1.838/26. Paralelamente, parlamentares também discutem uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema, considerada prioridade pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

 

JORNADA DE TRABALHO

Durante o evento, Tarcísio destacou que a maior parte dos supermercados paulistas já atua em escala 5×2 sem redução da carga horária, modelo que, segundo ele, ajudou a manter empregos formais e preservar a renda dos trabalhadores.

 

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses e se tornou uma das principais bandeiras do governo federal. A expectativa é que Congresso e setor produtivo discutam alternativas para construir um texto de consenso sobre a proposta.

 

 

Vídeo: Reprodução

 

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