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Coordenadora Econômica de Flávio Anuncia Limite de 2 Anos ao Bolsa Família

há 3 horas
2 min de leitura

Daniella Marques afirmou que beneficiários teriam 24 meses para buscar emprego formal ou abrir um negócio, caso o candidato do PL seja eleito


 

A coordenadora do plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou que uma eventual gestão do candidato pretende estabelecer uma transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família.

 

Em entrevista à rádio CBN Bahia nesta segunda-feira (19), ela declarou que os participantes teriam 24 meses para abrir um negócio ou conseguir emprego com carteira assinada.

 

“Vai ter regra de transição de dois anos [para o Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. […] As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, disse Daniella aos radialistas.

 

A proposta foi apresentada pela equipe econômica como parte de uma estratégia para estimular a autonomia financeira dos beneficiários. Segundo Daniella, o plano prevê alternativas para facilitar a entrada no mercado de trabalho e incentivar o empreendedorismo, com medidas de capacitação e acesso a microcrédito.

 

PRAZO PARA TRANSIÇÃO

Na entrevista, Daniella afirmou que o benefício não deveria ser permanente e defendeu que as famílias utilizem o período de transição para buscar outras fontes de renda. A declaração indica uma mudança na política de permanência no programa, caso a proposta seja implementada por um eventual governo do PL.

 

A medida também está associada à ideia de criar um Ministério da Prosperidade, voltado à oferta de oportunidades econômicas. Os detalhes sobre os critérios de desligamento, as condições para permanecer no programa e a forma de implementação ainda precisam ser esclarecidos.

 

IMPACTO SOCIAL

A proposta reacende o debate sobre como conciliar a inserção profissional com a proteção de famílias em situação de vulnerabilidade. A disponibilidade de vagas formais, as diferenças regionais e as dificuldades para manter pequenos negócios estão entre os fatores que podem influenciar a capacidade de os beneficiários alcançarem renda suficiente no prazo estabelecido.

 

O Bolsa Família é um programa de transferência de renda destinado a famílias que atendem aos critérios legais de renda e às demais exigências previstas. A continuidade do auxílio depende das regras vigentes, e uma eventual mudança precisaria ser detalhada pela equipe responsável e seguir os procedimentos legais aplicáveis.

 

A proposta ganhou repercussão após a fala ser interpretada como um plano para encerrar o benefício ao fim de dois anos. Flávio Bolsonaro, porém, negou que pretenda acabar com o Bolsa Família. A campanha afirma que a regra permitiria manter o auxílio por até 24 meses após a obtenção de emprego formal ou a abertura de um negócio, com retorno automático ao programa caso a nova fonte de renda não se sustente.

 

 

Foto: Reprodução / Youtube

 

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