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PF Rejeita Delação de Daniel Vorcaro no Caso Banco Master

  • 21 de mai.
  • 2 min de leitura

Investigadores apontam omissões em proposta apresentada pelo banqueiro preso


 

A Polícia Federal rejeitou nesta quarta-feira (20) a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e investigado na operação Compliance Zero. O banqueiro está preso preventivamente desde março na Superintendência da PF, em Brasília.

 

Segundo informações confirmadas por investigadores, a decisão foi tomada após análise dos anexos apresentados pela defesa. A Polícia Federal entendeu que a colaboração continha omissões relevantes e não apresentava elementos considerados úteis para o avanço das investigações sobre supostas fraudes financeiras.

 

OMISSÕES APONTADAS

De acordo com a avaliação interna da PF, a proposta de delação teria evitado citar personagens considerados centrais no esquema investigado. Os investigadores apontaram ainda tentativas de preservar figuras influentes de Brasília supostamente ligadas ao caso.

 

A rejeição da delação ocorreu em meio ao agravamento das negociações entre a defesa do banqueiro e a Polícia Federal. Nos últimos dias, os advogados chegaram a apresentar uma nova versão da proposta na tentativa de evitar o fracasso definitivo do acordo de colaboração premiada.

 

MUDANÇA DE CELA

O impasse também provocou mudanças na situação prisional de Daniel Vorcaro. Nesta semana, o empresário foi transferido de uma sala especial da Superintendência da PF para uma cela comum destinada a presos em trânsito pela unidade em Brasília.

 

Segundo aliados do banqueiro, o novo espaço possui condições inferiores às das unidades prisionais por onde ele já passou anteriormente, incluindo a Penitenciária da Papuda e a Penitenciária Federal de Brasília. A defesa também relata dificuldades adicionais impostas após a transferência.

 

ACESSO RESTRITO

A Polícia Federal restringiu o acesso dos advogados ao investigado. Agora, as visitas poderão ocorrer apenas duas vezes por dia, com duração máxima de 30 minutos cada e sem utilização de instrumentos de trabalho durante os encontros.

 

Investigadores afirmam que o endurecimento das condições ocorreu após o desgaste nas negociações da colaboração premiada. A avaliação da PF é de que Daniel Vorcaro vinha omitindo informações importantes consideradas estratégicas para o andamento das apurações conduzidas pela operação Compliance Zero.

 

 

Imagem Gerada

 

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