Michelle Chama Direita do Ceará de "Vendida" e Amplia Crise no PL
- há 9 horas
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Ex-primeira-dama reage a fala de Ciro Gomes, critica aliança no Ceará e expõe novo capítulo do racha com Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a elevar o tom das críticas dentro do campo conservador ao atacar a direita do Ceará após declarações de Ciro Gomes sobre a disputa presidencial de 2026. Em comentário publicado nas redes sociais, Michelle afirmou que o grupo político cearense está "vendido", ampliando a crise envolvendo o Partido Liberal (PL) e o senador Flávio Bolsonaro.
A manifestação ocorreu depois que Ciro Gomes declarou, durante evento no Ceará, que poderia votar em Ronaldo Caiado ou Renan Santos para a Presidência da República, sem citar Flávio Bolsonaro como opção. A ausência do nome do senador repercutiu entre aliados do PL, especialmente no Ceará, onde parte da legenda mantém aproximação com o ex-ministro.
CRÍTICA DIRETA
Michelle escreveu que a situação "não choca" e atribuiu o episódio ao "velho 'toma lá, dá cá'". Em seguida, afirmou: "Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida."
A declaração reforça o impasse político em torno da estratégia do PL no estado. Enquanto dirigentes locais demonstram disposição para apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo cearense, Michelle defende que o partido mantenha coerência política e apoie o senador Eduardo Girão, do Novo, rejeitando qualquer aproximação com antigos adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro.
RACHA INTERNO
O episódio também reacende o desgaste entre Michelle e Flávio Bolsonaro. A divergência ganhou força após a ex-primeira-dama tornar públicas críticas ao enteado em vídeos publicados nas redes sociais, nos quais relatou desentendimentos sobre a condução das alianças eleitorais no Ceará.
Nos vídeos, Michelle afirmou ter sido tratada de forma desrespeitosa durante uma conversa telefônica com o senador. "Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido e que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", declarou na ocasião.
DISPUTA POLÍTICA
Embora tenha reduzido o tom das declarações nos dias seguintes, Michelle manteve o posicionamento de que sua resistência à composição com Ciro Gomes não é apenas eleitoral, mas uma questão de coerência política diante do histórico de críticas feitas pelo ex-ministro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O novo episódio evidencia que as articulações para as eleições de 2026 continuam provocando disputas internas entre lideranças conservadoras. Além das negociações estaduais, o debate sobre alianças e palanques segue influenciando a estratégia nacional do PL e expondo diferenças entre seus principais nomes.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
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