top of page

Advogado Deixa Defesa de Vorcaro e Valor de Devolução Sobe para R$ 60 Bilhões

  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

Mudança ocorre após PF rejeitar proposta de colaboração do dono do Banco Master


 

O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, enfrenta novos desdobramentos nas negociações de um possível acordo de delação premiada. O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou oficialmente a defesa do banqueiro após a rejeição da proposta apresentada à Polícia Federal (PF).

 

A saída foi confirmada pelo próprio advogado, que afirmou que a decisão ocorreu de comum acordo. A mudança acontece em um momento delicado das negociações, marcado pelo endurecimento da avaliação das autoridades sobre o conteúdo da colaboração oferecida por Vorcaro.

 

DEFESA DEIXA CASO

José Luis Oliveira Lima assumiu a defesa do empresário em março e possui histórico de atuação em acordos de delação premiada de grande repercussão nacional. Nos bastidores, a saída do advogado foi interpretada como mais um sinal das dificuldades enfrentadas para viabilizar o acordo.

 

A Polícia Federal rejeitou a primeira versão da proposta por considerar que material apresentado continha omissões relevantes e informações insuficientes para avançar nas investigações. A avaliação também foi compartilhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

VALOR AMPLIADO

Na tentativa de manter as negociações abertas, Vorcaro aceitou aumentar de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor que poderá ser devolvido aos cofres públicos em uma eventual colaboração premiada.

 

Apesar da ampliação expressiva do montante, a PGR informou aos representantes do empresário que será necessário reformular completamente o roteiro da delação. O entendimento é que a proposta atual não atende aos requisitos exigidos para formalização de um acordo.

 

EXIGÊNCIAS DA PGR

Segundo interlocutores ligados às negociações, a Procuradoria concorda com a análise da Polícia Federal de que informações consideradas estratégicas ficaram de fora da primeira versão apresentada pela defesa.

 

A avaliação interna é de que o conteúdo entregue até agora não oferece elementos suficientes para justificar os benefícios previstos em um acordo de colaboração premiada, exigindo novas informações e detalhamento dos fatos investigados.

 

SITUAÇÃO DELICADA

Enquanto tenta reabrir caminho para um possível acordo, Vorcaro permanece preso preventivamente. Recentemente, sua defesa solicitou a transferência para outra unidade de custódia, alegando condições inadequadas no local onde está detido.

 

O caso continua sendo acompanhado por autoridades da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, enquanto as negociações seguem indefinidas e sem previsão para uma conclusão.

 

 

___

Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News

Comentários


bottom of page