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Interferindo no Legislativo, Mendonça Manda Prorrogar CPMI do INSS e Cobra Alcolumbre

  • 24 de mar.
  • 1 min de leitura

Ministro do STF aponta omissão do Congresso e fixa prazo de 48 horas


 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prorrogação da CPMI do INSS e deu prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realize a leitura do requerimento.

 

A decisão atende a um pedido da própria comissão e ocorre às vésperas do encerramento previsto das atividades, marcado para o fim de março, ampliando o prazo para continuidade das investigações.

 

OMISSÃO APONTADA

Mendonça classificou como inconstitucional a “omissão deliberada” da Mesa Diretora do Congresso ao não dar andamento ao pedido de prorrogação da comissão.

 

Segundo o ministro, essa conduta impede o exercício de um direito garantido à minoria parlamentar.

 

PRAZO DEFINIDO

A decisão estabelece que Alcolumbre e a Mesa Diretora têm até 48 horas para realizar a leitura do requerimento no Congresso Nacional.

 

Caso isso não ocorra, o próprio STF autoriza automaticamente a prorrogação dos trabalhos da CPMI.

 

DIREITO DA MINORIA

O ministro destacou que a Constituição assegura à minoria parlamentar o direito de investigação, que deve ser respeitado.

 

Ele afirmou que a medida não representa interferência indevida, mas sim o cumprimento da função institucional de garantir direitos previstos na Constituição.

 

A prorrogação deverá seguir o prazo considerado necessário por um terço dos parlamentares integrantes da comissão.

 

O caso reacende o debate sobre os limites entre os poderes e o papel do Judiciário em decisões do Legislativo.

 

 

Imagem Gerada

 

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