María Corina Machado Retorna à Venezuela após Quase Um Ano no Exílio
Líder da oposição é recebida por milhares de apoiadores em Caracas; retorno ocorre em meio a negociações sobre o futuro político do país

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, retornou à Venezuela após quase um ano fora do país. Ela chegou a Caracas na noite de domingo (25) e foi recebida por uma multidão de apoiadores, em meio a manifestações que pedem eleições e mudanças políticas no país.
RETORNO AO PAÍS
Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz, após passar meses na clandestinidade em meio à repressão política. Durante o período fora do país, sua atuação permaneceu cercada de incertezas, especialmente diante das mudanças no cenário político venezuelano.
RECEPÇÃO DE APOIADORES
Antes de chegar à capital, a líder opositora apareceu na igreja de Santa Rosa, em Barquisimeto, cidade localizada a cerca de 400 quilômetros de Caracas. No local, foi recebida por apoiadores que gritaram palavras de incentivo e demonstraram emoção com seu retorno. Depois, seguiu viagem em uma caminhonete, acompanhada por uma caravana de carros e motos.
PRESSÃO POR ELEIÇÕES
Em diferentes manifestações, apoiadores de Machado pediram a realização de eleições. O partido Vente Venezuela defende que a votação presidencial ocorra em 2027. A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que haverá eleições, mas ainda não anunciou uma data.
O retorno ocorre após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, nove meses antes, segundo o relato divulgado. Desde então, Rodríguez assumiu a presidência interina, enquanto setores da oposição e representantes do governo iniciaram negociações sobre uma possível transição política.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou o retorno de Machado como resultado do processo de reconciliação apoiado por Washington. Ele também defendeu que as liberdades políticas sejam respeitadas e pediu apoio às negociações entre os diferentes setores venezuelanos.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou não ter conhecimento prévio da chegada de Machado e disse esperar que ela esteja em segurança. A dirigente opositora, por sua vez, ainda não definiu publicamente como pretende atuar na política venezuelana após voltar ao país.
O retorno de Machado acontece em um momento decisivo para a Venezuela, com negociações em andamento, mobilização de apoiadores e pressão por eleições. O calendário eleitoral e as condições para uma eventual disputa continuam entre os principais pontos de atenção no cenário político nacional.
Foto: Reprodução / @MariaCorinaYA
___
Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News




Comentários