top of page

Horário Eleitoral Gratuito Começa Hoje com Apenas Quatro Candidatos na TV

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Rádio e televisão voltam à estratégia eleitoral nesta sexta-feira (28), com espaço definido pela representação partidária



Com o início do horário eleitoral gratuito nesta sexta-feira (28), rádio e televisão voltam ao centro da estratégia dos candidatos à Presidência nas Eleições 2026. Embora 12 nomes estejam aptos à disputa, apenas Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) terão espaço nos blocos de propaganda.


A divisão segue critérios de representatividade partidária previstos na legislação eleitoral, principalmente o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. Em coligações, as representações das legendas são somadas. O tempo de exposição ajuda a explicar por que partidos de centro foram procurados durante os últimos meses.


ALCANCE AMPLO

Especialistas apontam que os meios tradicionais ainda conseguem atingir eleitores que não estão nas redes sociais ou que não acompanham ativamente determinada candidatura. A exposição também pode alcançar indecisos e públicos fora das chamadas bolhas digitais.


Para Luiz Alberto de Farias, professor da ECA-USP, rádio e TV mantêm uma audiência fiel e permitem uma apresentação mais concreta dos candidatos. Na avaliação dele, essa exposição pode influenciar eleitores e fazer diferença em uma disputa apertada, na qual cada voto pode ser decisivo.


MENOS FRAGMENTAÇÃO

A televisão também permite desenvolver propostas e apresentar a trajetória dos candidatos de forma mais ampla. Enquanto as redes privilegiam conteúdos curtos e rápidos, o horário eleitoral oferece espaço para construir uma narrativa mais completa e apresentar diferentes temas ao eleitor.


IMPACTO ECONÔMICO

O horário gratuito reduz diferenças de recursos entre campanhas, já que as candidaturas não precisam comprar cada inserção. Nas redes sociais, ampliar o alcance para eleitores que não são seguidores pode exigir investimento em publicidade, além de planejamento para definir público e formato.


Na avaliação da cientista política Denilde Holzhacker, da ESPM, TV e redes sociais são ferramentas complementares. As plataformas digitais ajudam a segmentar mensagens e ampliar conteúdos, enquanto rádio e televisão favorecem a massificação. Os especialistas também defendem que campanhas adaptem conteúdos entre os diferentes canais.


Com o avanço da campanha, a combinação entre meios tradicionais e digitais deve ganhar importância. A televisão e o rádio podem ampliar o contato com o eleitorado, enquanto as redes permitem aprofundar temas e direcionar mensagens. Para especialistas, porém, a estratégia precisa ir além de cortes e viralizações, apresentando propostas conectadas à vida real.



___

Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News

Comentários


bottom of page