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PF Investiga Flávio Bolsonaro por Suspeita de Corrupção no Caso Dark Horse

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Investigação apura origem e destino de R$ 61 milhões ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro


 

A Polícia Federal investiga Flávio Bolsonaro no caso envolvendo os R$ 61 milhões relacionados ao filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo apuração divulgada pela jornalista Andréia Sadi, do g1 e da GloboNews, os investigadores trabalham com uma linha que se distancia da versão apresentada pelo senador de que os valores fariam parte de uma negociação comercial.

 

A apuração considera a possibilidade de que as movimentações financeiras tenham relação com eventual corrupção passiva e ocultação de bens. O foco dos investigadores está em entender se a influência política ou o mandato de Flávio Bolsonaro tiveram alguma relação com a obtenção de vantagens financeiras consideradas indevidas.

 

ORIGEM DOS RECURSOS

A PF analisa a origem das quantias, o caminho percorrido pelo dinheiro, as pessoas físicas e empresas envolvidas nas operações e o destino final dos valores. A investigação busca reconstruir a estrutura financeira utilizada para viabilizar os aportes relacionados ao projeto cinematográfico.

 

Flávio Bolsonaro afirmou, em sabatina realizada na sexta-feira (28), que a busca por recursos junto ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teve caráter empresarial. Segundo o senador, os valores seriam destinados ao financiamento do filme e não teriam sido direcionados para suas contas pessoais.

 

TESE SOB ANÁLISE

Um dos pontos que despertaram a atenção dos investigadores é o fato de Vorcaro não ter demonstrado interesse em associar publicamente seu nome ou suas empresas à produção como patrocinador institucional. A circunstância é considerada relevante para a análise sobre a natureza dos recursos.

 

Outro elemento examinado envolve declarações do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo ele, Flávio teria ido pessoalmente à residência de Vorcaro para buscar valores remanescentes. A informação passou a integrar o conjunto de circunstâncias avaliadas pela investigação.

 

A PF também considera que uma eventual configuração de corrupção passiva não dependeria necessariamente da comprovação de uma contrapartida direta e imediata na administração pública. Os investigadores avaliam se a posição política de Flávio pode ter funcionado como elemento relacionado à obtenção dos recursos.

 

O caso continua sob investigação e ainda não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal de Flávio Bolsonaro. A PF busca esclarecer a origem, a circulação e a finalidade dos R$ 61 milhões, além de verificar se houve irregularidades na relação financeira envolvendo o filme “Dark Horse”.

 

 

Arte JT

 

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