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Governo Lula Prevê Nova Tensão com EUA Após Saída de Flávio Bolsonaro

há 12 horas
2 min de leitura

Planalto avalia que possível apoio de aliados de Trump à viagem do senador pode agravar o atrito, mas aposta na continuidade do diálogo diplomático



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos pode elevar novamente a tensão entre os dois países. Segundo as informações divulgadas, integrantes da gestão federal veem com preocupação a possibilidade de envolvimento do governo de Donald Trump no episódio.


Flávio, derrotado na eleição presidencial de domingo (25), teria deixado o Brasil na madrugada de quarta-feira (28), pela fronteira com a Argentina, acompanhado da esposa e das duas filhas. Depois, seguiu para os Estados Unidos, onde planeja explicar publicamente os motivos da viagem e formalizar um pedido de asilo político.


SUSPEITA DE ARTICULAÇÃO

A possibilidade de participação de integrantes do governo norte-americano ampliou a preocupação em Brasília. Simón Levy, advogado mexicano apontado como ligado a Trump, afirmou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teria articulado a saída de Flávio. A alegação, porém, não comprova por si só o envolvimento oficial da Casa Branca.


RELAÇÃO COM MARCO RUBIO

O governo brasileiro considera Rubio um dos principais representantes da ala ideológica do governo Trump. O secretário mantém proximidade com Eduardo e Flávio Bolsonaro e já fez críticas públicas a Lula. Esse histórico alimenta a avaliação de que o episódio pode repercutir nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington.


PRESSÃO POLÍTICA NOS EUA

O cenário também coincide com as eleições legislativas de meio de mandato, as midterms, marcadas para 3 de novembro. A disputa renovará todas as cadeiras da Câmara dos Representantes, cerca de um terço do Senado e 36 governos estaduais. Pesquisas citadas no relato indicam risco de perda de espaço republicano em pelo menos uma das Casas do Congresso.


Trump também voltou a questionar a eleição brasileira. Um dia após o pleito, afirmou, sem apresentar provas, que o resultado parecia uma eleição fraudulenta. Em outra manifestação, declarou gostar de Lula e disse manter uma boa relação com o presidente brasileiro.


Diante das declarações, o governo brasileiro optou por não responder publicamente, buscando evitar uma escalada desnecessária. A avaliação relatada é que, apesar do risco de novos atritos relacionados à viagem de Flávio, o diálogo diplomático deve ser preservado para impedir que o episódio amplie ainda mais as divergências entre os dois países.



Arte JT


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