Medalha e sorriso de Rayssa contribuem para debate etário no esporte
- contatoportaljt
- 26 de jul. de 2021
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Com 13 anos e sete meses, a fadinha, que descobriu o esporte brincando, ganhou sua medalha sem parecer sentir o peso de uma torcida nacional

O que você fazia aos 13 anos? A não ser que seu nome seja Rayssa Leal, certamente disputar uma final olímpica de skate do outro lado do mundo não faz parte da sua resposta. Em Tóquio, nesta segunda-feira (26), Rayssa, a fadinha, esteve tão longe, em um evento tão grande, com tão pouca idade, para fazer história.
Mais precisamente, Rayssa tem 13 anos, 6 meses e 21 dias. Enquanto especialistas analisavam tecnicamente a performance e telespectadores emprestavam o coração para torcer por sua vitória, um outro debate, em volume baixo, pedia atenção no canto da sala: afinal, é idade para ser uma atleta de alto rendimento?
Não é uma faixa etária completamente discrepante. Ao mesmo tempo em que o skate se desenrolava em Tóquio, caía na piscina, pela prova dos 200m livres, o romeno David Popovici, favorito à medalha com apenas 16 anos. Mesmo na prova de skate a fadinha competiu com atletas de idades semelhantes à dela -- a medalhista de ouro, Momiji Nishiya, também tem 13. O esporte, inclusive, já está habituado a lidar com atletas nesta faixa: em 2019, a japonesa Misugu Okamoto foi campeã com os mesmos 13 anos -- Rayssa, com 11, foi a vice.
Foi com 11 anos que Rayssa ingressou na seleção de skate, visando Tóquio 2020 -- ela teria 12 anos se as Olimpíadas fossem disputadas em sua data original.
Em conversa com a CNN, a professora Katia Rubio, psicóloga especializada no esporte, ampliou o debate. "Eu entendo que há ambientes competitivos anteriores. Quando você considera que as crianças fazem vestibulinho aos 7 anos porque o número de vagas é limitado, e tanto os pais quanto o sistema acham isso normal, por que só é visto como algo danoso quando acontece no esporte?"
Por Leandro Iamin, colaboração para a CNN
fonte: CNN




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