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Produtora de Dark Horse é Alvo de Operação por Suspeita de Desvio

  • há 27 minutos
  • 2 min de leitura

Investigação apura irregularidades em contrato de Wi-Fi e possível uso de recursos no filme


 

As autoridades realizaram uma operação para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo a produtora responsável pelo filme Dark Horse. A investigação concentra-se em um contrato firmado para instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades periféricas e na possível destinação indevida de recursos públicos para atividades ligadas à produção cinematográfica.

 

O caso envolve um termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecimento Liberta (ICB), representado por Karina Ferreira da Gama. Segundo os investigadores, foram identificados indícios que levantam questionamentos sobre a contratação, a execução do projeto e a aplicação dos recursos recebidos.

 

FALTA DE EXPERIÊNCIA

Uma das suspeitas apontadas é a ausência de capacidade técnica da entidade contratada para executar serviços de telecomunicações. De acordo com as investigações, o ICB tinha histórico de atuação voltado para feiras literárias e eventos religiosos, sem experiência comprovada no setor responsável pela instalação da rede de internet.

 

Outro ponto analisado envolve possíveis indícios de superfaturamento. Os investigadores destacam que a empresa pública responsável por serviços semelhantes cobrava cerca de R$ 306 mensais por ponto de manutenção, enquanto o contrato firmado previa pagamento de R$ 1.800 por ponto, valor considerado muito acima dos parâmetros utilizados como referência.

 

METAS E PAGAMENTOS

As apurações também apontam suspeitas de descumprimento das metas previstas no contrato. Embora o projeto previsse a instalação de 5 mil pontos de acesso, apenas 3.200 teriam sido implantados. Além disso, a polícia investiga a celebração de três termos aditivos em curto espaço de tempo, que poderiam ter sido utilizados para justificar atrasos na execução.

 

POSSÍVEL DESVIO

Entre as principais linhas de investigação está a suspeita de pagamentos antecipados sem a correspondente prestação do serviço. Segundo os investigadores, houve antecipação de aproximadamente R$ 26 milhões e repasses relacionados a milhares de pontos de internet quando apenas seis estariam em funcionamento naquele período. Também há suspeita de que parte dos recursos tenha sido direcionada à produtora Go Up Entertainment Ltda para financiar a produção do filme Dark Horse.

 

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que colabora integralmente com as investigações e afirmou que toda a documentação solicitada já havia sido disponibilizada às autoridades. A administração municipal ressaltou ainda que o programa segue em funcionamento e que, dos 3,2 mil pontos contratados, apenas uma pequena parcela estava temporariamente fora de operação por manutenção.

 

A gestão municipal também negou irregularidades, afirmando que o contrato seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade. O município destacou que o chamamento público ocorreu antes da existência da produção cinematográfica citada na investigação e reforçou que todas as suspeitas seguem sob apuração das autoridades competentes.

 

 

Arte JT

 

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