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Governo Lula Contesta Tarifa dos EUA e Defende Pix em Resposta ao USTR

  • há 24 minutos
  • 2 min de leitura

Documento enviado ao governo norte-americano afirma que sobretaxa de 25% prejudicará empresas dos EUA e reduzirá o diálogo comercial



O governo federal encaminhou nesta quarta-feira (1º) uma manifestação oficial ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), contestando a proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. No documento, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustenta que a medida não possui respaldo no comércio internacional e poderá causar prejuízos econômicos aos próprios Estados Unidos, além de comprometer as relações comerciais entre os dois países.


A resposta brasileira foi elaborada após o acesso ao relatório preliminar da investigação conduzida pelo USTR, atualmente chefiado por Jamieson Greer. Segundo o governo, a proposta de sobretaxa não atende aos critérios previstos na legislação norte-americana nem representa uma medida adequada para solucionar as questões apontadas pela investigação.


DEFESA DO PIX

Entre os principais temas abordados está o sistema de pagamentos instantâneos Pix. O governo brasileiro rebate a alegação de que o Banco Central do Brasil teria favorecido o sistema nacional em detrimento de empresas internacionais de cartões e argumenta que o modelo foi desenvolvido para ampliar a eficiência, a concorrência e a inclusão financeira no país.


No documento, o governo afirma que a tarifa proposta "não guarda relação com o suposto objetivo de eliminar a conduta impugnada e imporá custos substanciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, sem enfrentar as preocupações apontadas". Também sustenta que a medida representa uma forma de pressão econômica ampla, sem relação direta com os pontos investigados.


RELAÇÃO BILATERAL

A manifestação ressalta que a adoção da sobretaxa poderá enfraquecer uma relação comercial considerada estratégica entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o texto, a aplicação da tarifa reduziria o espaço para negociações capazes de solucionar eventuais divergências por meio do diálogo.


O governo brasileiro também argumenta que uma medida dessa natureza seria "prematura e contraproducente", ao impor custos tanto para exportadores brasileiros quanto para empresas e consumidores norte-americanos que mantêm relações comerciais com o Brasil.


PRÓXIMOS PASSOS

A investigação comercial foi aberta pelo governo dos Estados Unidos em 2025 e analisa temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, etanol, desmatamento e outros aspectos da política econômica brasileira.


Antes da decisão definitiva, o USTR realizará audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho para ouvir representantes de governos, empresas e demais interessados. Após essa etapa, o órgão deverá definir se mantém ou altera a proposta de aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.



Imagem Gerada


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