Governo Encerra Subvenção de R$ 0,35 ao Diesel a Partir Desta Quarta-feira
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Medida foi adotada para conter impactos da alta dos combustíveis; gasolina também poderá ter benefício revisto

O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro sobre o diesel, benefício que deixará de valer a partir desta quarta-feira (1º). A medida foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que atribuiu a decisão à redução recente dos preços internacionais do petróleo.
O incentivo fazia parte do pacote emergencial adotado pelo governo em abril para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pelos conflitos no Oriente Médio. Inicialmente, as medidas contemplavam uma redução equivalente a R$ 1,20 por litro, considerando tributos federais e estaduais.
MUDANÇA NO BENEFÍCIO
Com o encerramento da desoneração de impostos federais no início de junho, o governo havia substituído parte do incentivo por uma subvenção direta de R$ 0,35 por litro de diesel. Esse benefício será oficialmente retirado a partir de julho.
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão foi motivada pelo cenário mais favorável do mercado internacional de petróleo, o que reduziu a necessidade de manutenção do subsídio temporário concedido aos consumidores e ao setor de transporte.
NOVAS AVALIAÇÕES
Além do encerramento da subvenção de R$ 0,35, o governo informou que analisa a continuidade de outros incentivos ainda em vigor, entre eles uma subvenção de R$ 1,12 por litro para o diesel e outra de R$ 0,44 por litro destinada à gasolina.
As avaliações fazem parte do monitoramento permanente das condições do mercado de combustíveis e dos impactos fiscais das medidas adotadas pelo governo federal ao longo dos últimos meses.
IMPACTO ESPERADO
A retirada do benefício poderá influenciar o preço final do diesel, embora o comportamento dos valores nas bombas também dependa das políticas de distribuição, dos custos logísticos e das oscilações do mercado internacional de petróleo.
O governo informou que continuará acompanhando a evolução dos preços dos combustíveis e não descarta novos ajustes nas políticas de subsídios, caso o cenário econômico ou internacional volte a exigir medidas de apoio ao setor.
Foto: José Cruz / Agência Brasil
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