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STF Derruba Leis Contra Linguagem Neutra em Escolas

  • 2 de mar.
  • 1 min de leitura

Corte considerou inconstitucionais normas de cidades de GO e MG


 

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais duas leis municipais que proibiam o uso de linguagem neutra em escolas públicas e privadas. As normas eram das cidades de Águas Lindas de Goiás (GO) e Ibirité (MG).

 

O julgamento de mérito foi concluído na semana passada e divulgado nesta segunda-feira (2). As legislações já estavam suspensas desde 2024 por decisões liminares do relator, ministro Alexandre de Moraes, posteriormente referendadas pelo plenário.

 

COMPETÊNCIA FEDERAL

Segundo o STF, apenas a União pode legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional, conforme prevê a Lei nº 9.394/1996. Assim, estados e municípios não podem criar regras que interfiram no conteúdo pedagógico além do que determina a legislação federal.

 

Para o relator, eventual suplementação para atender interesse local não autoriza a proibição de conteúdos em sala de aula. O entendimento foi acompanhado pela maioria dos ministros da Corte.

 

LEIS ANULADAS

A norma de Ibirité previa sanções administrativas e até responsabilização civil e penal para agentes públicos que utilizassem linguagem neutra. Já a lei de Águas Lindas proibia o uso em escolas, concursos e ações com verba pública.

 

As ações foram movidas por entidades da sociedade civil, que questionaram a constitucionalidade das medidas. Parte dos ministros apresentou divergência parcial no julgamento.

 

 

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