top of page

Tarcísio Muda o Tom, Critica Tarifaço e Reforça Autonomia Policial

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Declarações do governador sobre EUA e investigação em SP ampliam debate sobre seu posicionamento político


 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou nesta terça-feira (2) um discurso diferente daquele defendido em 2025 ao criticar a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. No mesmo dia, também reforçou a autonomia da Polícia Civil diante de questionamentos sobre uma operação que atingiu uma entidade contratada pela Prefeitura de São Paulo.

 

As duas manifestações ocorreram durante coletiva de imprensa realizada em evento de duplicação de rodovia entre Araras e Rio Claro, no interior paulista. As declarações chamaram atenção por ocorrerem em temas que envolvem personagens e pautas frequentemente associadas ao campo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

TARIFA DOS EUA

Ao comentar a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Tarcísio afirmou que a medida pode trazer prejuízos à economia nacional.

 

“A gente recebe com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifaço, que está em consulta, e aí tem uma data fatal agora no mês de julho. É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros, prejudica o agronegócio, prejudica a indústria”, declarou.

 

A fala contrasta com o posicionamento adotado pelo governador em abril de 2025, quando ele avaliou positivamente a taxação de 50% defendida pelo presidente norte-americano Donald Trump. Na ocasião, Tarcísio afirmou que a medida poderia beneficiar a agroindústria brasileira e abrir novos mercados para o país.

 

MUDANÇA DE TOM

A diferença entre os discursos alimentou análises sobre uma possível tentativa de ampliar o diálogo com setores econômicos e empresariais preocupados com impactos comerciais. Embora o governador não tenha comentado diretamente eventuais reflexos políticos, a mudança de postura passou a ser observada por analistas e lideranças partidárias.

 

POLÍCIA AUTÔNOMA

No mesmo evento, Tarcísio também respondeu às declarações do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que sugeriu a possibilidade de “perseguição política” após uma operação da Polícia Civil envolvendo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), contratado pela Prefeitura de São Paulo para implantação de pontos de wi-fi na capital.

 

“Operação da polícia é uma coisa que a gente não interfere. A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações, é uma instituição de Estado. Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público e a polícia cumpriu, e, portanto, tivemos a operação. Sempre vai ser assim”, afirmou.

 

A operação teve como alvo o ICB e a empresária Karina Ferreira da Gama, também ligada à produtora Go Up Entertainment, responsável pela cinebiografia “Dark Horse”, inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. Ao defender a independência das investigações, Tarcísio evitou endossar as críticas feitas por aliados ao trabalho da Polícia Civil.

 

As duas declarações reforçaram o debate sobre o posicionamento político do governador paulista. Sem romper alianças ou fazer críticas diretas a Bolsonaro, Tarcísio adotou discursos que se distanciam de pautas anteriormente defendidas por setores próximos ao ex-presidente, movimento que segue sendo acompanhado por lideranças políticas e pelo mercado.

 

 

___

Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News

Comentários


bottom of page