top of page

Greve Contra Privatização Paralisa Linhas da CPTM e Tarcísio Critica Movimento em SP

  • 4 de ago.
  • 2 min de leitura

Paralisação afeta três linhas da CPTM; governo mantém operação parcial e contesta reivindicações dos trabalhadores



Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciaram greve à 0h desta terça-feira (4), após decisão aprovada em assembleia realizada na segunda-feira (3). A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, enquanto as demais linhas da CPTM e o sistema metroferroviário operam com plano de contingência.


O movimento é motivado pela oposição da categoria à privatização das linhas para a concessionária Trivia Trens e pela reivindicação de garantias para a manutenção dos empregos. Em razão da paralisação, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos para reduzir os impactos à população.


POSIÇÃO DO GOVERNO

Em nota, a CPTM afirmou que "a paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política". O governo também informou que o Tribunal Regional do Trabalho determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, prevendo multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento.


DECLARAÇÃO DE TARCÍSIO

O governador Tarcísio de Freitas também se manifestou sobre a paralisação. "A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir", declarou. Em outra manifestação, afirmou que "a aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo".


OPERAÇÃO AFETADA

A greve ocorre semanas após um incêndio em um trem, episódio que levou o Governo de São Paulo a determinar que a operação das linhas retornasse temporariamente à CPTM por 90 dias. Segundo a Artesp, a medida buscou garantir a qualidade do serviço e evitar novas falhas durante o período de transição operacional.


FUNCIONAMENTO DAS LINHAS

O governo estadual informou que as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas por concessionárias, além da Linha 10-Turquesa, seguem operando normalmente. O sistema metroviário também permanece em funcionamento, enquanto medidas emergenciais foram adotadas para reduzir os impactos aos passageiros das linhas atingidas.


SEM PRAZO DEFINIDO

Até o momento, não há previsão para o encerramento da greve. Os trabalhadores mantêm a reivindicação por garantias trabalhistas e questionam o processo de concessão das linhas, enquanto o governo estadual afirma que continuará adotando medidas para assegurar a continuidade do transporte público.



Arte JT


___

Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News

Comentários


bottom of page