Escassez de Mão de Obra Desafia Empresas e Afeta 80% das Contratações no Brasil
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Levantamento aponta que país está acima da média mundial e enfrenta dificuldade estrutural para preencher vagas

A escassez de mão de obra qualificada continua sendo um dos principais desafios do mercado de trabalho brasileiro. Um levantamento do ManpowerGroup revela que 80% das empresas no país enfrentam dificuldades para contratar profissionais, índice superior à média global, que é de 72% entre os 41 países pesquisados.
O estudo, realizado com mais de 39 mil empregadores em todo o mundo, mostra que o cenário permanece praticamente inalterado nos últimos quatro anos. No Brasil, o percentual foi de 80% em 2023, 80% em 2024, 81% em 2025 e retornou a 80% em 2026, indicando que a falta de talentos se tornou um desafio estrutural para empresas de diferentes segmentos.
RANKING GLOBAL
O Brasil ocupa a oitava posição entre os países com maior dificuldade para preencher vagas de trabalho. À frente aparecem Eslováquia, Grécia, Japão, Alemanha, Índia, Portugal e Irlanda. Na outra extremidade do ranking, China, Polônia e Finlândia registram os menores índices de escassez de profissionais.
A pesquisa também aponta diferenças conforme o porte das empresas. Entre organizações com mil a 4,9 mil funcionários, 90% relatam dificuldades para contratar. Já entre os pequenos negócios, com até dez colaboradores, o percentual é de 72%.
SETORES AFETADOS
No Brasil, a maior dificuldade está nos serviços profissionais, científicos e técnicos, enquanto, no cenário mundial, a área de Tecnologia da Informação lidera a escassez de talentos. Entre as competências mais procuradas estão conhecimentos em inteligência artificial, tecnologia, análise de dados, marketing, vendas e atendimento ao cliente.
Além das habilidades técnicas, as empresas valorizam competências comportamentais como comunicação, ética profissional, trabalho em equipe, pensamento crítico, adaptabilidade, capacidade de aprendizagem e domínio das ferramentas digitais.
ESTRATÉGIAS DAS EMPRESAS
Para enfrentar o problema, 44% das empresas brasileiras investem em programas de qualificação e requalificação profissional. Outras medidas incluem a busca por novos perfis de talentos, flexibilização da jornada e do local de trabalho, melhoria da remuneração, terceirização de funções e contratação de trabalhadores temporários, em uma tentativa de reduzir os impactos da escassez de profissionais no crescimento dos negócios.
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