Filhas e ex-Mulher de Ciro são Sócias de Empresa que Recebia Mesada de Vorcaro
- 8 de mai.
- 2 min de leitura
Investigação aponta repasses mensais de empresa ligada ao dono do Banco Master

A Polícia Federal identificou que as filhas e a ex-mulher do senador Ciro Nogueira integram o quadro societário da empresa CNFL Empreendimentos Imobiliários, citada na operação realizada nesta quinta-feira (7) contra o parlamentar e pessoas próximas a ele.
Segundo a investigação, a companhia teria recebido pagamentos mensais de uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A operação teve como principais alvos Ciro Nogueira e o irmão dele, Raimundo Nogueira, administrador da empresa investigada.
EMPRESA INVESTIGADA
De acordo com a Polícia Federal, a CNFL Empreendimentos Imobiliários está registrada em nome de familiares do senador. Raimundo Nogueira aparece como administrador da companhia.
As filhas do parlamentar, Eliane Portella Nogueira Lima e Maria Eduarda Portella Nogueira Lazarte, possuem 47% de participação cada uma. Já a ex-mulher do senador, Iracema Maria Portella Nunes Nogueira Lima, possui 5% das cotas da empresa.
REPASSES MENSAIS
A investigação aponta que a empresa recebia pagamentos mensais da BRGD S.A., companhia ligada ao entorno empresarial de Daniel Vorcaro.
Segundo os investigadores, os valores variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil por mês. A Polícia Federal afirma que Raimundo Nogueira possui acesso a documentos considerados relevantes para o andamento do inquérito.
MEDIDAS CAUTELARES
Raimundo Nogueira foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo Supremo Tribunal Federal. Ele também passou a utilizar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com Ciro Nogueira.
As filhas e a ex-mulher do senador não foram alvo das medidas cautelares da operação. Mesmo assim, a participação delas na empresa passou a integrar o material analisado pela Polícia Federal.
Em nota, a defesa de Ciro Nogueira negou irregularidades e afirmou que o senador “repudia qualquer ilação de ilicitude” relacionada à sua atuação parlamentar. Os advogados também declararam que ele pretende colaborar com a Justiça.
A operação segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, que acompanha o caso envolvendo supostos repasses financeiros ligados ao Banco Master e empresários investigados pela Polícia Federal.
Foto: Reprodução
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