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PF faz Buscas por Armas na Casa de Bolsonaro, mas Não Encontra Armamentos

  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura

Mandado previa apreensão de armas, munições e documentos; defesa afirma que todos os itens já haviam sido entregues ou estavam sob custódia



A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em busca de armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro. Segundo a defesa, "nada foi encontrado" durante a operação, informação posteriormente confirmada pela própria Polícia Federal, que não divulgou detalhes da diligência.


O cumprimento do mandado ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, após divergências identificadas entre as informações apresentadas pela defesa e os registros oficiais sobre o paradeiro de parte do arsenal vinculado ao ex-presidente. A operação durou cerca de uma hora e meia.


DIVERGÊNCIA

Na decisão que autorizou a busca, Moraes afirmou que "a discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar". Segundo o ministro, a medida buscava assegurar o cumprimento da ordem de entrega integral das armas de fogo.


A determinação faz parte da decisão proferida na última semana, quando o ministro manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou que todas as armas registradas em seu nome fossem entregues à Polícia Federal. O magistrado considerou incompatível a posse de armamentos durante o cumprimento da pena imposta ao ex-presidente.


DEFESA

Os advogados de Bolsonaro sustentam que duas armas da fabricante Caracal foram entregues em 2023, em cumprimento a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Também informaram que outros armamentos permaneciam sob custódia do Exército ou já haviam sido encaminhados à Polícia Federal.


NOVA EXPLICAÇÃO

Em relação a uma espingarda, a defesa afirmou que o armamento permanece desde a aquisição em uma empresa importadora de artigos bélicos localizada em Caxias do Sul (RS). Segundo os advogados, a arma teria sido recebida como presente e nunca foi retirada do estabelecimento.


Ao analisar a justificativa, Moraes concluiu que a documentação apresentada não comprovava de forma suficiente a localização do armamento. Na decisão, o ministro escreveu que "a versão apresentada diverge dos dados constantes dos registros existentes e não foi acompanhada de documentação idônea capaz de comprovar a efetiva localização do armamento".


Apesar da diligência realizada nesta quarta-feira, nenhum armamento foi localizado na residência do ex-presidente. O caso segue sendo acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal, que darão continuidade às medidas relacionadas ao cumprimento da decisão judicial.



Imagem Gerada


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