Agosto Lilás: Como Funciona a Patrulha SP Mulher Segura em Casos de Violência
Polícia Militar acompanha vítimas após denúncias e oferece proteção, orientação e encaminhamento à rede de atendimento

Durante o Agosto Lilás, campanha de enfrentamento à violência contra a mulher, a Polícia Militar de São Paulo reforça a atuação da Patrulha SP Mulher Segura, serviço voltado ao acompanhamento de vítimas de violência doméstica e familiar. A iniciativa busca ampliar a proteção mesmo depois do registro da ocorrência.
As equipes especializadas realizam visitas às residências e contatos telefônicos com mulheres que denunciaram situações de violência. Durante o acompanhamento, os policiais verificam possíveis novas ameaças ou agressões, avaliam o contexto familiar e identificam a necessidade de novas medidas de proteção ou intervenção.
ACOMPANHAMENTO PREVENTIVO
As visitas são realizadas por policiais capacitados para atender casos de violência doméstica. Cada viatura conta com pelo menos uma policial feminina, facilitando o acolhimento e a comunicação com a vítima. Durante o atendimento, são apresentadas orientações sobre direitos, medidas protetivas e serviços disponíveis.
REDE DE PROTEÇÃO
Quando a situação exige apoio além da segurança pública, a Patrulha pode encaminhar a mulher para serviços de assistência social, atendimento psicológico, orientação jurídica e programas de autonomia financeira. Em situações de risco, também podem ser acionados abrigos sigilosos.
A atuação ocorre de forma integrada com outros serviços estaduais. Entre eles está a Cabine Lilás, que direciona chamadas relacionadas à violência doméstica recebidas pelo 190 para atendimento especializado realizado por policiais femininas, ampliando o acolhimento desde o primeiro contato.
PROTEÇÃO PELO CELULAR
Outra ferramenta disponível é o aplicativo SP Mulher Segura. A plataforma permite localizar delegacias, registrar boletim de ocorrência eletrônico e solicitar medidas protetivas de urgência. Os pedidos são analisados e encaminhados pela estrutura policial ao Poder Judiciário.
Para mulheres que já possuem medida protetiva, o aplicativo também oferece o Botão do Pânico, que permite emitir um alerta prioritário para a viatura mais próxima. Quando há tornozeleira eletrônica, o sistema pode identificar o descumprimento da área de afastamento determinada pela Justiça e avisar automaticamente a polícia.
Em caso de violência doméstica, a orientação é procurar ajuda. São Paulo conta com Delegacias de Defesa da Mulher, Salas DDM 24 horas, DDM Online e demais unidades da Polícia Civil. Em emergências, o atendimento pode ser acionado pelo 190. A rede estadual também oferece serviços de assistência, acolhimento e proteção social.
Foto: Reprodução / Governo SP
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