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CPI Pede Indiciamento de Ministros do STF e do PGR

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Relatório cita Moraes, Toffoli, Gilmar Mendes e Paulo Gonet por supostas irregularidades


 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado chega ao fim nesta terça-feira (14) com um relatório que pede o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República.

 

O documento, elaborado pelo relator senador Alessandro Vieira (MDB-SE), aponta os nomes de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do PGR Paulo Gonet.

 

NOMES CITADOS

O relatório solicita o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

 

Segundo o texto, as condutas atribuídas aos citados seriam consideradas incompatíveis com o exercício de suas funções públicas.

 

CRIMES DE RESPONSABILIDADE

Vieira enquadra os indiciados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

 

  • Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

    - Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;

    - Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

 

  • Ministro Gilmar Mendes

    - Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

 

  • Procurador-geral da República, Paulo Gonet

    - Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa "proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo".

 

BASE LEGAL

O relatório menciona a Lei 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade, incluindo situações em que há descumprimento das atribuições por agentes públicos.

 

A avaliação apresentada indica que o silêncio institucional diante de indícios públicos extrapolaria o limite da discricionariedade funcional.

 

Apesar de a CPI ter como foco o combate ao crime organizado, o relatório final não inclui outros nomes além dos quatro citados no pedido de indiciamento.

 

O documento será apresentado oficialmente e ainda depende de análise e possíveis encaminhamentos no âmbito do Congresso Nacional.

 

 

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