top of page

Inadimplência Empresarial Atinge Recorde e Acende Alerta para Empresas

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Brasil encerrou 2025 com 8,9 milhões de CNPJs inadimplentes; especialista orienta reação antes do agravamento das dívidas



A inadimplência das empresas brasileiras atingiu o maior nível da série histórica. O Brasil encerrou 2025 com 8,9 milhões de empresas negativadas, acumulando R$ 213 bilhões em dívidas. O número representa um crescimento de aproximadamente dois milhões de CNPJs inadimplentes em relação ao fim de 2024 e acende um alerta, principalmente para micro e pequenas empresas.


Segundo o advogado especialista em Direito Bancário, João Marques, o cenário reflete a combinação entre juros elevados, dificuldades de acesso ao crédito e redução da capacidade financeira dos pequenos negócios. "Micro e pequenas empresas representam cerca de 8,5 milhões desse total e são as mais vulneráveis, porque possuem menos acesso a crédito barato, menor capacidade de reserva financeira e menor poder de negociação com as instituições bancárias."


SINAIS DE ALERTA

Para o especialista, quando o valor das parcelas das dívidas ultrapassa 30% do faturamento líquido mensal, a empresa deixa de investir no crescimento e passa a administrar apenas os débitos. "O uso frequente do cheque especial ou do cartão corporativo para custear despesas fixas, a contratação de novas dívidas para pagar antigas e os atrasos com fornecedores são sinais claros de que a reorganização financeira deixou de ser uma alternativa e se tornou uma necessidade."


João Marques também orienta atenção aos contratos bancários. Ele lembra que um julgamento em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) poderá redefinir os critérios para analisar a cobrança de juros considerados abusivos. "Esse julgamento é estratégico porque vai redefinir o padrão probatório exigido em todo o país. Empresários que possuem ações revisionais ou pretendem discutir contratos bancários precisam acompanhar esse tema com atenção."


NEGOCIAÇÃO

Mesmo diante da inadimplência, ainda há alternativas para reduzir os impactos financeiros. O especialista afirma que bancos e instituições financeiras oferecem renegociações, além de programas de parcelamento de débitos fiscais, como Refis e modalidades de transação tributária, que podem representar oportunidades para reorganizar as contas.


EVITE O AGRAVAMENTO

João Marques alerta que adiar a busca por soluções costuma aumentar significativamente os prejuízos. "A dívida continua crescendo. Juros, multas, protestos e ações judiciais tornam a solução mais cara a cada mês. O empresário que procura ajuda enquanto ainda possui fluxo de caixa mantém poder de negociação. Quem espera até a execução judicial já encontra um cenário muito mais restritivo."


Especialistas recomendam que empresários monitorem continuamente o fluxo de caixa, revisem contratos financeiros e busquem orientação técnica ao identificar dificuldades para cumprir compromissos. A adoção de medidas preventivas pode evitar o agravamento das dívidas e preservar a competitividade dos negócios.



___

Siga nossas Redes Sociais: @PortalJT | X: @PortalJT_News

Comentários


bottom of page